A direita faz a festa

Imagino o que será de Porto Alegre (e de todos nós) se um candidato levar para a prefeitura o ar de deboche que marcou sua participação no debate da TV que terminou agora.
Um pretendente a prefeito tem a obrigação de ser sério, mesmo se não estiver andando.
A direita dissimulada, reforçada pela extrema direita paulista importada para a campanha, está leve, solta e debochada à espera do voto nulo em Porto Alegre.

Mujica

çivrooos

Pensei algum tempo, fazendo onda, se deveria ou não compartilhar o texto que o José Antônio Silva escreveu no seu blog a respeito de Todos Querem Ser Mujica.
Mas se eu me fizer de bobo em relação ao reconhecimento ao livro, posso cometer o delito do falso recatamento. E o juiz Moro não gosta disso.
E este texto é de um jornalista e ensaísta que admiro muito. Então, lá vai o link do blog do Zé.
Como diz o seu Mércio, prefiro vender meu peixe a alugar minha alma.

http://lavralivre.blogspot.com.br/2016/10/moises-mendes-reune-e-confirma-o.html

Faroeste

A extrema direita que age no Paraná, como se fosse a policia, tentando retirar na marra os estudantes das escolas ocupadas, é a mesma que atua impunemente na campanha eleitoral em Porto Alegre.
A extrema direita tem certeza da impunidade. Porto Alegre virou um vilarejo de faroeste invadido por pistoleiros paulistas.
Os fascistas gaúchos terceirizaram o serviço sujo. E domingo o voto nulo completa o serviço.

O dinheirinho do Serra

Os R$ 23 milhões para José Serra, depositados pela Odebrecht na Suíça, nunca serão encontrados.
E se não acharem, não haverá prova de nada. E acusação contra tucano ainda precisa de prova provada.
Tem mais: os delatores dos R$ 23 milhões asseguram que o dinheiro foi dado sem necessidade de contrapartida. Deram por simpatia, porque gostam muito de Serra e dos tucanos, e por isso não receberiam nada em troca.
Outra coisa: por que só a Folha deu a história da dinheirama do Serra de manchete?
Ninguém precisa responder. É só uma pergunta voando.

Vou esperar a rosácea em powerpoint, com as bolinhas, para entender o caso de José Serra.

Não se esqueçam do Caso Chaparini

chaparini (2)

As ocupações de escolas contra a PEC 241 e outras crueldades do golpe ajudam a reavivar um caso que não pode ser esquecido. É o caso Chaparini.

Durante a desocupação da Secretaria da Fazenda do Estado, em 15 de junho, a Brigada prendeu um grupo de estudantes, um jornalista e um cinegrafista. Os estudantes protestavam contra o governo do Estado.

Dez adultos foram indiciados, denunciados e transformados em réu. O jornalista é o repórter Matheus Chaparini, do Jornal Já, que trabalhava no momento da desocupação. Estava lá e também é réu o cinegrafista freelancer Kevin D’Arc.

Apesar da argumentação de Elmar Bones, diretor do Já, de que Chaparini estava trabalhando, apesar das imagens feitas na hora (pelo próprio repórter), que mostram que ele se identifica como jornalista aos policiais, apesar da obviedade de que o jornalista deve estar o mais próximo possível do fato que se dispõe a cobrir, apesar disso tudo, Chaparini é réu. Ele, Kevin e mais oito pessoas responderão a processo na 9ª Vara Criminal do Foro Central.

São acusados de dano qualificado ao patrimônio, resistência, associação criminosa e atentado contra a liberdade do trabalho (quando se impede alguém de exercer sua atividade). Chaparini tem mais uma acusação: corrupção de menores, porque havia adolescentes entre os que ocuparam a Secretaria.

Mesmo estando o tempo todo ao lado de ocupantes de um prédio, isso não quer dizer que o repórter também seja parte do protesto. Na idade de Chaparini, a maioria dos jornalistas fez (alguns veteranos continuam fazendo) algo semelhante ao fato que ele protagonizou naquele dia na Secretaria da Fazenda. No meu caso, nunca fui enquadrado e incriminado (e os tempos eram de ditadura).

Chaparini é réu desde 19 de setembro, mas ainda não foi notificado. O Ministério Público, ao denunciá-lo, fez uma proposta que o jornalista percebeu como armadilha: o inquérito seria arquivado, se ele se dispusesse a se apresentar em juízo a cada três meses, durante dois anos. Seria a admissão de culpa.

A grande culpa de um repórter se manifesta e o atormenta quando da omissão diante de fatos que exigem abordagem corajosa. Matheus fez o que deveria ter feito.

Muitos gostariam de cobrir ações da Brigada sempre às costas dos policiais, porque é confortável, é oficialesco e não incomoda governos e autoridades. Matheus não pode ser condenado por ter sido jornalista.

Peraí

ocupação

Esta foto de Alicia Esteves, do site Vaidapé, é para aqueles cursos em que alguém diz e prova que uma imagem vale por mil palavras.

É do momento da chegada da polícia a uma escola de São Paulo – uma das centenas ocupadas por estudantes em protesto contra o desmonte da educação e as crueldades da PEC 241.

A foto não mostra o rosto da estudante. Nem precisa. O que mais se vê nesta imagem, sem ser mostrado, é o rosto da menina diante do jovem policial com cara de assustado-constrangido.

Vale a pena dar uma olhada no site:

www.vaidape.com.br/

A reportagem sobre as ocupações das escolas está nesta chamada, no centro da página:

“Alckmin faz de tudo para evitar nova

onda de ocupações nas escolas”

 

A volta do chefe dos zumbis

Mônica Bergamo, a grande jornalista da Folha de S. Paulo, vem dando senhas para quem ainda acha que o problema é Michel Temer. Coitado do Michel, o flanelinha das mesóclises que apenas guarda a vaga para o PSDB.

Segundo Mônica, está tudo pronto para o golpe dentro do golpe. Com as delações do pessoal da Odebrecht, a Lava-Jato derruba o homem do Jaburu e toda sua turma.

Caem no penhasco Temer, Padilha, Geddel, Moreira Franco, ninguém escapa. E o Congresso terá então de escolher o novo presidente.

Um nome forte, que se apresenta entre tantos outros: Fernando Henrique Cardoso.

Um grande zumbi da política, mas bem cheiroso, pode voltar ao poder. Duvidam? Então, preparem-se. O projeto tucano está pronto e ressuscita mortos do século passado. Incluindo corruptos impunes.

O golpe é um pesadelo apenas no começo.

(E ainda tem gente em Porto Alegre que acha que Sebastião Melo e o homem que anda são a mesma coisa…)

Paciência

Manchete dos jornais online agora à noite: os ex-deputados Eduardo Cunha e Henrique Eduardo Alves são réus em processo por propina envolvendo o FGTS e a Caixa.
Vale manchete? Cunha réu de novo? Eduardo Alves réu? É mais do mesmo. As notícias de repetem com os mesmos personagens. A Justiça mata três vezes a mesma galinha morta (e depois do golpe abriram a porteira para pegar o Cunha por todos os lados).
Mas há muitas investigações e processos envolvendo tucanos e não sai nada sobre eles. Eu ainda espero uma manchete em que o réu seja um tucano corrupto. Eu tenho paciência.

Fascistas importados

Já ouvi comentários nesta linha: a presença de elementos da extrema direita paulista, importados para uma certa campanha em Porto Alegre, faz parte da democracia.
Faz se estiverem de acordo com o que o próprio exercício da democracia exige. Se não estiverem, como há indícios de que não estão, são apenas fascistas conspirando contra a democracia que alegam defender.
Fascistas não entendem nada de democracia. A extrema direita gaúcha deveria esclarecer por que teve de importar gente e terceirizar suas atividades mais escabrosas.
Faltam fascistas gaúchos com coragem para fazer o serviço sujo?