O aniversário

O golpe de 31 de agosto faz aniversário hoje. Algumas dezenas de golpistas do Senado, mobilizados pelos 300 picaretas da Câmara, empresários e imprensa, com a ajuda de parte do Judiciário, acabaram com o governo eleito de Dilma Rousseff.
Os seguidores de um pato amarelo conseguiram derrubar Dilma com a farsa das pedaladas. E 144 MILHÕES DE ELEITORES não conseguem se mobilizar para derrubar um governo-quadrilha sem votos, corrupto e entreguista.

Os entreguistas e os sortudos

Foi sorteada no Supremo, para escolha do relator, a ação do PSOL contra o decreto entreguista do jaburu-da-mala que libera uma reserva à exploração de minérios na Amazônia.
E quem ganhou o sorteio e vai agora ‘exigir’ explicações do seu amigo jaburu? Quem? Quem?
Nem a defesa do meio ambiente escapa deles. Ainda bem que as instituições continuam funcionando, que temos Sergio Moro e que a lei é para todos.

O GOLPE DE 31 DE AGOSTO FAZ ANIVERSÁRIO

Eu me antecipo e, um dia antes, ofereço um bolo infantil a Eduardo Cunha, ao jaburu-da-mala, a Aécio, Serra, Fufuca, Jucá, Padilha, Geddel, Alckmin, Fernando Henrique Cardoso, Bolsonaro, Caiado, Raul Jungmann, Roberto Freire, Moreira Franco, Rodrigo Maia, Cristovam Buarque, Aloysio Nunes Teixeira, Pauderney, Zé Agripino, aos juízes seletivos, ao pato da Fiesp, aos jornalistas golpistas, aos subalternos de todos os políticos do golpe e a todos os seus cúmplices. Lambuzem-se. E aguardem porque mais adiante a festa pode ter alguns imprevistos.

Um filme pior do que o powerpoint de Dallagnol

O jornalista Bernardo Mello Franco, da Folha, viajou de São Paulo a Curitiba, a convite dos produtores do filme “Polícia Federal, a lei é para todos”, só para constatar que o resultado é muito ruim.
Eu aqui na Aberta dos Morros, sem sair de casa, já sabia que o filme é mais do que ruim, é uma imitação grosseira de filmes americanos de mocinho de terceira linha. E foi o que Bernardo escreveu na Folha. Se ele tivesse falado comigo antes…
A Lava-Jato estendeu seus tentáculos à arte e ao entretenimento e pode manchar também a imagem do cinema nacional.
Os que foram à pré-estreia dizem que o filme consegue ser pior do que o powerpoint da rosácea do Dallagnol. É pior do que o filme sobre o Plano Real.
E continua o mistério sobre os donos do dinheiro que financiou este filme com diálogos de teatro de colégio. Ninguém vai delatar os financiadores secretos desta obra de arte?

As leis e as diárias

Lula perde todas na Lava-Jato. Todos os recursos de Lula são negados ou pelo juiz Sergio Moro ou pelo Tribunal Regional Federal ou pelo Supremo. Ah, mas é preciso lembrar das exceções. Pois é. Que alguém cite uma importante.
Se estiver num depoimento e pedir água, Lula receberá um copo com água da barragem da Samarco. A Justiça nega tudo a Lula e dá tudo a Aécio e aos tucanos (e também à Samarco).
Por isso só pode ser ridículo que um filme-propaganda da Lava-Jato se chame ‘A lei é para todos’.
Deveria se chamar “As diárias são para todos (da turma da Lava-Jato)”.

Meio de lado

O gestor de Porto Alegre se queixa de que a imprensa sempre quer ouvir os dois lados de um assunto ou de uma decisão pública.
Mas só o partido dele em Porto Alegre tem uns 20 lados, fora o verso e o reverso. Mesmo que cada lado tenha só um ou dois integrantes.
Tanto que uma dúzia de lados já saltou fora da prefeitura. Saíram de ladinho.

Moro evita o advogado que denunciou o amigo

Lula pediu mas não levou mais uma na Lava-Jato. O ex-presidente queria que o juiz Sergio Moro ouvisse o advogado Rodrigo Tacla Duran como sua testemunha de defesa.

Duran é aquele que acusou o advogado Carlos Zucolotto Junior (amigo íntimo de Sergio Moro, seu padrinho de casamento e ex-sócio da sua mulher num escritório de advocacia) de tentar traficar acordos de delação premiada na Lava-Jato.

A defesa de Lula preparou uma emboscada para Moro. Se o juiz é tão ágil para levar adiante os casos sob seus cuidados, por que não seria para trocar uma testemunha por outra e aceitar que Duran depusesse em um dos processos contra Lula?

Pois Moro não aceitou Duran como testemunha. O juiz não passará pelo constrangimento de ouvir o que não pretende, porque o advogado poderia, no depoimento, tratar do caso do amigo do magistrado.

Duran já tentou um acordo de delação na Lava-Jato e também não conseguiu. Há algo de estranho nessa recusa em ouvir Duran, ou talvez, ao contrário, o que menos existe são coisas estranhas em Curitiba. As coisas estranhas são da normalidade da Lava-Jato.

Mas alguém, em algum momento, terá de ouvir Duran, para que tenhamos mais informação sobre o amigo de Moro, a não ser que nesse caso a Lava-Jato não tenha pressa.