A mesma tática

Macri é o jaburu deles. Quebrou a Argentina, como todos previam, menos a direita, e agora faz lá o que os golpistas fizeram aqui.
Para desviar a atenção do fracasso da máfia no poder, aumentou a caçada a Cristina Kirchner. Com a mesma tática, com o Judiciário comandando a perseguição.
Também a direita argentina sabe que não precisa mais de militares e torturadores, mas apenas de juízes. O Judiciário é a parte mais podre da América Latina.

Oi, Alckmin

Li agora na minha timeline este texto de Geraldo Alckmin, que apareceu aqui não sei como. Diz o seguinte:
“Minhas postagens no Facebook chegam sempre a apenas cinco eleitores, Fernando Henrique Cardoso, Eliseu Padilha, Alexandre de Moraes, Gilmar Mendes e José Serra. O algoritmo da eleição excluiu até o Aécio, porque ninguém sabe onde ele anda. Peço que você leia essa mensagem e me mande um oi. Minha meta e da minha candidata a vice, a nossa companheira Kátia Abreu, é chegar a 20 eleitores. Muito obrigado e que Deus esteja com todos”.

Com os pequenos

Tive ontem à tarde as melhores conversas da minha campanha a deputado estadual. Andei pelo Pavilhão da Agricultura Familiar na Expointer. Contei um pouco da minha convivência com a pequena propriedade no meu tempo de Ijuí.
Fui repórter do Cotrijornal, da Cotrijuí, nos anos 80, e me atrevo a dizer que conheço muito dessa realidade.
A cordialidade do pequeno agricultor chega a ser comovente. Eu queria ouvi-los e eles queriam que eu falasse. Em alguns estandes, tive quase meia hora de conversa. E quando ameaçava ir embora, surgia outro assunto. Falei com gente de todo lado.
Todos eles compreendem o momento político na sua complexidade. O pequeno agricultor sabe que perdeu muito desde o golpe e quer Lula de volta, quer Rossetto no governo do Estado. Eles são engajados a governos populares.
Andei com Rossetto, com Ana Affonso, com Abigail e com o deputado federal Elvino Bohn Gass. No final da caminhada, andei ao lado de Bohn Gass. Em cada conversa, o deputado fazia questão de me apresentar como alguém com vínculos fortes com a agricultura familiar.
Um gesto bonito e solidário de um grande parlamentar, que tem origem na lavoura e conhece e defende a área como poucos.
E depois fomos para a Esquina Democrática. O PT está aos poucos retomando as ruas, onde a direita não consegue circular.

A ARMA

Seu Mércio reapareceu na ferragem da Juca Batista, depois de um mês de férias na casa de uma filha em Bossoroca. E veio com uma tese sobre a fidelidade do eleitor de Bolsonaro, que não cai nem sobe nas pesquisas.

Esta é a tese do seu Mércio. Bolsonaro tem um público de classe média que ficou desamparado com o golpe. Achava que o cara continuaria sendo Aécio, e Aécio é apenas o maior corrupto impune dos tucanos.

Essa classe média assustada com a ascensão dos pobres esperava então que Alckmin fosse ressuscitado, ou que Meirelles, Álvaro Dias, Luciano Huck, Rodrigo Maia, Amoedo e outros dessem certo. Deu tudo errado.

Foram então empurrados para o colo de Bolsonaro. São, como mostram as pesquisas, gente com diploma, com bom emprego e bons discursos. É gente bem nascida.

No outro time dos adoradores de Bolsonaro estão os pobres mesmo, que não estão interessados com a ameaça de que sofrerão mais perdas (porque o sujeito nada promete para os pobres), mas apenas com uma coisa.

Os pobres desorientados, que se sentem representados por Bolsonaro, desejam apenas ter uma arma. Eles são antiPT e antiLula, mas são mesmo pessoas seduzidas pela ideia de que podem ser empoderados por uma arma.

E Bolsonaro promete uma arma para todos eles. O pobre moralista que ajudou no golpe e também se desiludiu e se sente traído pela elite da direita agarra-se ao que tem. Esse pobre foi usado pela Globo e pela imprensa em geral para ajudar na desqualificação da política.

Ele não quer mais saber de direitos trabalhistas, não quer a certeza de que vai se aposentar, não está preocupado com o SUS e com os direitos de gays, negros e mulheres. Nem garantia no emprego ele quer mais.

Este pobre reaça, que algumas pesquisas apresentam como pessoas não radicais e até meio ‘liberais’ (quando tratam dos jovens), quer odiar os políticos e quer uma arma. Para ele, Bolsonaro nem político é e não interessa o que possa ser.

Uma arma é só o que sobra de ilusão de poder para o pobre de direita. Esta é a tese do seu Mércio, guarda de rua na Aberta dos Morros. Seu Mércio sempre lembra que nunca usou uma arma.

 

Os cervos

Parece que esses cervos que apareceram passeando por uma estrada de Gravataí estão querendo nos dizer que perdemos a capacidade de compreender o que se passa à nossa volta e que decidimos atribuir tudo a milagres e ao imponderável.
Os cervos nos dizem: decifrem nosso passeio ou percam-se na incapacidade de entender porque nós ainda existimos e andamos por aí.
Os cervos desafiam nossa racionalidade rasa e óbvia. Como um país tão doente e tão destruído ainda tem cervos delicados e desamparados passeando pelas cidades?https://gauchazh.clicrbs.com.br/ambiente/noticia/2018/08/video-cervos-sao-flagrados-nas-ruas-de-gravatai-cjlfdwcht059201qkiel753d9.html

TUDO É NEGÓCIO

Está aí de novo a conversa sobre a nova rodoviária de Porto Alegre. Em nome de soluções para o trânsito, querem empurrar o povo que anda de ônibus para longe da cidade. Para onde? A que custo?
Já estão elaborando novos estudos (privados, claro). Por quanto? Tudo em Porto Alegre vira negócio.
E numa cidade que não consegue tapar buracos de rua e onde o prefeito não é visto nas ruas.
Por que o prefeito não anda pela cidade como andava quando da propaganda de campanha? O que travou o prefeito?

O PODER DO DINHEIRO

Esta eleição põe à prova o real desejo de renovação da política, principalmente entre os eleitores ditos mais esclarecidos da classe média.
Porque o grande esforço, do poder econômico e dos próprios partidos, é para que tudo fique como está.
A manchete da Folha é reveladora dessa estratégia articulada não só pela direita.
Diz a Folha: um balanço das primeiras prestações de contas dos candidatos mostra que empresários e políticos com patrimônio elevado continuam sendo os responsáveis pela quase totalidade do financiamento das campanhas eleitorais.
Do total de R$ 45,6 milhões de grandes doações até agora — acima de R$ 300 mil —, 93% saíram do bolso de concorrentes ricos (R$ 30,4 milhões) ou de grandes empresários (R$ 12 milhões), com sobrenomes ligados a marcas como Riachuelo, a rede de shoppings Iguatemi, Localiza e Porto Seguro.
E os outros? Os outros terão de enfrentar o poder do dinheiro com o voto dos que de fato desejam mudanças.
É dureza, mas vamos em frente, para que a democracia não continue nas mãos dos endinheirados.

A FRASE

A frase do ano já está escolhida. É a mais repetida em toda parte. É a frase que atormenta a direita e os golpistas:
É PT de cabo a rabo.
(Mas sempre lembrando que temos duas vagas e dois votos para senador/a. E que a Abigail 651, do PCd