Obrigado

Reencontrei esse senhor ontem pouco antes da festa com Haddad, Manuela e Rossetto no Largo Glênio Peres.
Foi desse senhor o primeiro telefonema que recebi quando me engajei como filiado ao PT e ofereci meu nome para uma candidatura a deputado estadual.
Na festa de lançamento de minha pré-candidatura, no Tutti Giorni, na escadaria da Borges, ele foi dos primeiros a chegar.
Leio tudo o que ele escreve sobre os impasses das esquerdas e sobre as possíveis saídas no labirinto político criado pelo golpe de agosto de 2016.
Obrigado, Tarso Genro.

O QUASE EX-BOLSONARISTA

É complicada a situação do sujeito que veio com Bolsonaro até aqui, resistiu aos questionamentos da mulher e das filhas, não deu o braço a torcer, tentou argumentar que não é bem assim, mas agora tenta saltar fora sem ficar mal com ele mesmo e com a turma dele.

Esse sujeito não quer ser visto como um fraco. Todos conhecemos um deles. Ele veio com Bolsonaro desde o golpe, mas sabe que chegou ao seu limite. O bolsonarista atormentado é o personagem da direita dessa eleição.

O homem que vem sendo consumido pelo próprio engano, ao engajar-se incondicionalmente a um incentivador de estupros, por achar que ele cumpriria bem a missão antiPT, deu-se conta de que é demais.

Que o custo desse engajamento e até de uma certa adoração é muito alto. Que os jornalistas fofos que o incentivaram a ser bolsonarista já caíram fora, porque nada é mais esperto do que um jornalista fofo.

Esse sujeito precisa de ajuda. As famílias devem procurar conversar com o pai ou o filho que pede socorro sem dizer nada.

Depois da eleição, esse bolsonarista arrependido (mas calado) poderá se transformar no tormento das famílias, se não for socorrido agora.

Ninguém aguentará, em casa, no trabalho, na vizinhança, o sujeito que apostou em Bolsonaro e se arrependeu, mas não a ponto de admitir para a família, os colegas e os amigos. E muito menos publicamente.

Esse homem bolsonarista em dúvida ficará completamente desorientado depois da eleição.

E o bolsonarista convicto, que irá até o fim? Esse é outro departamento.

O mercado

O humor de Haddad no Largo Glênio Peres. Haddad contou que, quando começou a subir nas pesquisas, disseram que ele deveria fazer um aceno para o mercado.
E que por isso ele estava em Porto Alegre. E olhou para o lado e afirmou:
“Eu vim aqui acenar para o Mercado Público e para os trabalhadores”.
O povo delirou. A direita vai ser derrotada também pelo humor das esquerdas.

13300

Estou republicando aqui o texto que divulguei desde o início da minha campanha a deputado estadual pelo PT/RS com o número 13300

QUEM É MOISÉS MENDES

Sou um interiorano que virou jornalista aos 17 anos. É assim que me defino, como um fronteiriço que nasceu em Rosário do Sul, passou infância e adolescência no Alegrete e trabalhou depois em Livramento. A Fronteira é minha referência de vida.

Trabalhei em 10 veículos da imprensa do Estado, iniciando na Gazeta de Alegrete e passando por A Plateia, de Livramento; Folha de São Borja, O Semanário, de Bento Gonçalves; Correio Serrano, Rádio Progresso e Cotrijornal, de Ijuí; Companhia Jornalística Caldas Júnior; O Interior, da Fecotrigo; e Zero Hora. Nos últimos dois anos, sou colaborador, como colunista, do jornal Extra Classe e mantenho o blogdomoisesmendes.

Sou candidato a deputado estadual pelo PT. Pretendo levar para a política de representação as marcas e a coerência do que fiz no jornalismo em defesa das liberdades e da diversidade.

Considero que a atuação no parlamento estadual pode ser pautada não só por temas regionais, mas também pelas grandes questões do país, em todas as áreas. Vou orientar meus compromissos pela democracia em seu sentido mais amplo e consequente.

Pretendo, como sempre fiz no jornalismo, me dedicar de forma permanente ao combate ao racismo, à xenofobia e à homofobia. E defender o meio ambiente, o servidor e o patrimônio públicos.

Meu grande desafio será participar da implementação de um projeto estadual de comunicação, com iniciativas capazes de fortalecer uma imprensa progressista e alternativa ao conservadorismo da mídia hegemônica. Vou lutar pela ampliação das possiblidades de acesso à informação.

 

O QUE DEFENDO

  • Acredito na política como expressão da democracia. Não há democracia sem partidos e sem representação eleita.
  • É o exercício da política que combate desigualdades, o ódio, o fascismo, a discriminação de negros e gays e toda forma de intolerância. E todas essas são, sim, também questões a serem tratadas nos legislativos estaduais.
  • Acredito na força das ideias que vêm da população. Um mandato deve ser a expressão de demandas, projetos e sonhos das pessoas, e não espaço a ser usurpado por representações desconectadas da realidade.
  • Defendo o fortalecimento da democracia direta, que teve em Porto Alegre o exemplo do Orçamento Participativo, construído em governos do PT e depois abandonado por sucessivos governos conservadores.
  • Desejo contribuir para que o Rio Grande do Sul recupere a sua imagem, com o fortalecimento de posições progressistas e inovadoras, ao lado dos sindicatos, dos ambientalistas, dos pequenos agricultores, dos sem-terra, dos sem-teto, dos artistas e dos militantes cotidianos da democracia, onde estiverem.
  • Tenho como grande desafio a contribuição para construção de um projeto democrático de comunicação. Um dos grandes erros dos setores progressistas foi a omissão em relação a iniciativas que podem facilitar e democratizar o acesso a informações produzidas fora da grande imprensa. Vou lutar pelo resgate da TVE e da FM Cultura.
  • Quero ser cobrado pelo que é fundamental entre discurso e prática, em qualquer atividade: a coerência. E fiscalizado como responsável por ideias e ações que, na sua essência, não podem ser conflitantes.
  • É possível fazer política com eventuais entendimentos e convergências entre discordantes, mas sem conchavos e sem acordos espúrios e oportunistas.
  • Quero ser parte de um Legislativo para entender seus mecanismos de funcionamento, que não podem nunca estar submetidos apenas à apreciação de projetos impostos pelos governos e por interesses privados.
  • Continuarei sendo jornalista de opinião e não deixarei de escrever.
  • Desejo contribuir para a reversão do golpe de agosto de 2016.

 

Um grande livro

Plauto Faraco de Azevedo tem muitas virtudes. A primeira: é do Alegrete. Algumas das muitas outras são essas: é um jurista erudito que consegue o que poucos alcançam. Escreve sobre Direito, economia e política com o poder e a leveza de um texto literário.
Ontem fui à sessão de autógrafos do novo livro de Faraco de Azevedo, doutor pela Université Catholique de Louvain, que leciona na Escola Superior do Ministério Público e lecionou na UFRGs e na PUC.
Neoliberalismo – Desmonte do Estado Social (Libretos, 198 páginas) trata dos descaminhos e das crueldades da sanha dos neoliberais a partir de reflexões e constatações objetivas (falamos rapidamente da constatação mais recente, que é a quebra da Argentina).
Ontem mesmo comecei a ler o livro, que só poderia ser obra da Libretos da Clô Barcellos e do Rafael Guimaraens. Termina a campanha e retomo a leitura.
Foi uma boa conversa com o professor e sua esposa, Olbia, que aparece na foto do Emílio Pedroso na sessão de autógrafos na Livraria Casa do Advogado.

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COM AS BANDEIRAS

Hoje é dia de ver Haddad e Manuela no Largo Glênio Peres. A partir das 17h, todo mundo lá. Haddad, Manuela, Rossetto, Ana Affonso, Paim, Abigail.
Com bandeiras. Agora, tudo o que for feito nas ruas, nessa reta final da campanha, deve ser com as bandeiras das esquerdas e dos movimentos sociais.
O resgate da democracia será também o resgate das bandeiras. Sei de amigos que estão recuperando velhas bandeiras do PT nessa eleição.
Tirem as bandeiras dos armários. A direita odeia as bandeiras da resistência histórica. Erguer bandeiras é também um modo de incomodá-la.
Vamos dar bandeiraços no golpe.

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BANDEIRAS, BANDEIRAS, BANDEIRAS

Não tenham medo das bandeiras. Os que embarcaram na rejeição às bandeiras, a partir de 2013, participaram das passeatas mais tristes de todos os tempos.

Nada era mais triste do que as caminhadas que antecederam o golpe de agosto de 2016. Multidões se arrastavam pelas ruas com os olhos no chão. Sem bandeiras, porque a Globo assim determinou. Algumas com balões brancos.

Mas a maioria apenas com seus celulares, que as mantinha entretidas enquanto se arrastavam. Eu vi e lembro bem.

A direita odeia bandeiras de partidos, de arco-íris, de sindicatos. A direita induziu as esquerdas a abandonarem suas bandeiras, a partir de 2013, e deu no que deu.

É bom que o movimento das mulheres esteja livre dessa ameaça, como garantiu hoje aqui nesse perfil a Cintia Jardim, que participa da organização do ato de sábado na Redenção.

O movimento contra o ogro é suprapartidário. Não é apartidário, nem poderia ser, como muitos pretendiam que fosse. Gosto dessa frase da Cintia:

“Achamos importante e estamos estimulando que todos contra o coiso levem suas bandeiras para a Redenção a fim de demonstrarmos a força da democracia e a representatividade que esse movimento tem”.

É isso. O sujeito deve ser confrontado por ações políticas. E ações políticas desse porte ainda dependem dos partidos, dos movimentos organizados e de suas bandeiras.

Não há manifestações de massa nas ruas sem bandeiras, nem aqui nem na Bulgária.

As organizadoras do movimento não embarcaram nos balões brancos da Globo. Nunca cairiam na armadilha da tentação de transformar um ato essencialmente de resistência num passeio com balões brancos.

O ato de sábado não é uma festa de fim de ano da Globo. Façam como prometeram aqui Nuxa Fagundes, Rosangela Kisiolar Machado, Fá Fleck, Bernadete Prunes, Cida Cunha, Eugenia Wagner, Raquel Leães, Fran Von e Araeci Luz. Levem suas bandeiras.

Bandeiras dos partidos, dos candidatos, das centrais sindicais, dos movimentos LGBT, das vadias, dos vadios. Transformem o ato de sábado na grande festa da volta das bandeiras contra o fascismo declarado ou dissimulado.

Não tenham medo das bandeiras. E não tenham medo dos que pedem que para que vocês não levem bandeiras.

Tirem as bandeiras dos armários. Levem cartazes, banners e bandeiras amarelas, vermelhas, azuis, brancas, verdes, pretas, mas levem.

Façam o que a Cintia está pedindo: encham a Redenção de bandeiras. Se estiver muito quente, descansem à sombra das bandeiras.

 

Armadilha

A Globo está pronta para tentar se apropriar da manifestação das mulheres no dia 29. Como fez com os protestos de rua em 2013.
Quem vai cair na armadilha de que o movimento é apartidário?
Uma manifestação contra um ogro fascista, mas despolitizada?
É tudo que a direita quer para continuar desqualificando a política e os partidos.
Os homens já caíram muitas vezes nas arapucas do fascismo. As mulheres não cairão.