Livreiros

Uma cena emblemática da Feira do Livro. Eu a Virgínia estávamos subindo a ladeira da General Câmara e o Mauro Scheuer vinha descendo.
Ele havia saído da sua Ladeira Livros e andava apressado no fim da tarde em direção à praça. Carregava livros nos braços como um guri que carrega lenha.
Se me pedirem uma cena, não só da resistência, mas da dedicação e do afeto de um livreiro ao que faz, eu apresento essa cena.
Vocês nunca verão o dono de uma megalivraria carregando livros, porque eles nunca carregaram lenha.

 

Olhe para a câmera

Sergio Moro preocupado com a imagem do Brasil, refere-se à ‘câmera’ dos deputados, arregala os olhos, fala meio esganiçado e provoca uma tempestade bem na hora da entrevista.
O que mais impressiona é a preocupação com o terrorismo no Brasil e a imagem do país.
E essa tempestade?
Em Buenos Aires, pouco antes, no momento em que Macri abria a reunião do G20, aconteceu um tremor de terra com magnitude de 3,8.
A Terra dá sinais, ou pode ser o meteoro.

Sergio Moro preocupado com a imagem do Brasil, refere-se à 'câmera' dos deputados, arregala os olhos, fala meio esganiçado e provoca uma tempestade bem na hora da entrevista. O que mais impressiona é a preocupação com o terrorismo no Brasil e a imagem do país.E essa tempestade?Em Buenos Aires, pouco antes, no momento em que Macri abria a reunião do G20, aconteceu um tremor de terra com magnitude de 3,8.A Terra dá sinais, ou pode ser o meteoro.

Posted by Moisés Mendes on Friday, November 30, 2018

SIM, ELES SÃO SOLDADOS NAZISTAS

Racistas, fascistas e nazistas brasileiros podem entender o que se passa em suas cabeças se tiverem acesso pelo menos às imagens de um livro revelador.
Soldier Studies, ainda não editado no Brasil, mostra fotos encontradas pelo artista alemão Martin Dammann. São soldados nazistas vestidos de mulher.
Sim, os perseguidores de judeus, gays, ciganos e negros costumavam fazer festas travestidos. E aqui no Brasil, o que eles fazem?
(Para esclarecer, se é que é preciso. Não critico e nunca vou criticar o fato de soldados ou quem quer que seja usarem o que bem entendem. O cinismo, com crueldade, é usar e perseguir e matar quem usa.)


A imagem pode conter: 4 pessoas, pessoas em pé e casamento

https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2018/11/artista-descobre-fotos-de-soldados-nazistas-vestidos-de-mulher-na-segunda-guerra.shtml?fbclid=IwAR0tF5wIGQDwABwp7QqHTG7reBZqP44x5rIPaweBhFX66lfjw_lSLMVP-l4

 

 

A GRANDE GUERRA

O grande embate político não será mais entre a direita e a esquerda. Será entre os neopentecostais e os militares que deflagraram esta semana a grande guerra do século 21 no Brasil.
O maior embate, a mãe de todas as batalhas será entre esses dois grupos pela partilha do poder do governo Bolsonaro.
Generais, pastores, diabos, anjos e quem estiver por perto vão participar de duelos e exorcismos intermináveis. A Globo e a Record farão parte da guerra, e não só da cobertura.
Deus, por enquanto, está com os neopentecostais, porque têm mais afinidades. Mas Deus é pragmático e sabe que não existe Céu sem partido.
Quem acredita em alguma coisa, que reze.

O HOMEM DO BERIMBAU

O Rio Grande do Sul só ganhava do Acre em municipalização da saúde pública, há uns 10 anos, quando eu decidi fazer uma reportagem sobre quem cuidava mesmo da gestão do SUS.

Municipalizar é fazer com que os municípios cuidem da administração da saúde, na maioria das vezes apenas dos serviços mais básicos. É uma medida de comprometimento com a saúde.

Pouco mais de uma dúzia de municípios assumia a gestão do serviço de saúde mais elementar. O resto estava acovardado e deixava tudo para o Estado. Tabulei os dados de todo o Brasil, para fazer um ranking nacional, e o RS sempre tão metido a superior perdia para todos os Estados. Menos para o Acre.

O SUS é maltratado pelas autoridades gaúchas e isso ajuda a explicar o fato de que somos também o segundo Estado (depois de São Paulo) mais dependente dos médicos cubanos.

Quando fiz esse ranqueamento da gestão do SUS, descobri também que um Estado, só um, não informava a um portal do Ministério da Saúde o que investia de fato em saúde pública. O portal tratava de transparência.

O único Estado na penumbra, que sonegava a informação, era o Rio Grande do Sul. O secretário da Saúde daquela época, no governo de Yeda Crusius, era Osmar Terra, o homem que vai cuidar da cultura no governo de Bolsonaro, mesmo que (diz ele) saiba ‘apenas’ tocar berimbau.

Os artistas já reagiram, porque o comentário é depreciativo. Não é qualquer um que toca berimbau.

Osmar Terra, o engraçadinho, que será ministro da Cidadania, da Cultura, do Esporte e do Desenvolvimento Social, era o chefe da secretaria que escondia os dados sobre os recursos que o Estado aplicava em saúde. Porque deveriam ser vexatórios.

Terra vai cuidar de desenvolvimento social e tocar berimbau.