Não entendi porque Kim Jong-un não quis se desarmar e na última hora saltou fora do acordo com Trump. Ele poderia jogar as armas fora e tudo ficaria em paz.
Os americanos são confiáveis. Se o gordinho da Coreia duvidar, que telefone para as almas de Saddam e Kadafi.
Os dois podem dizer em detalhes o que aconteceu quando se desarmaram.

OS MANOS DE BAGÉ

O caso dos manos de Bagé, Luis Augusto Lara e Divaldo Lara (ambos do PTB), pode ser mais um exemplo de como muitas famílias se articulam na política para levar adiante seus projetos a qualquer custo.
Os dois, o Luís Augusto deputado, presidente da Assembleia, e o Divaldo, prefeito da cidade, enfrentam acusações do Ministério Público semelhantes às que são feitas contra outras famílias conhecidas da direita.
Ambos respondem a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), acusados de coagir servidores a usarem a máquina do município de Bagé em favor da campanha de Lara.
A acusação é grave: pressionavam funcionários a se engajar à campanha e a contribuir com dinheiro para a eleição do deputado. Há provas.
Por falar nisso, o Queiroz do Rio das Pedras, o homem da caixinha dos Bolsonaros, amigo dos manos da Barra da Tijuca, continua sumido.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2019/02/presidente-da-assembleia-vira-reu-por-suspeita-de-abuso-de-poder-politico-e-economico-cjsoir23q03et01p88lyr78pg.html

Bancada do crime

Este é o resultado da onda bolsonarista que ‘renovou’ o Congresso.
Li agora no Globo. “Levantamento feito pelo G1 mostra que 50 deputados federais respondem hoje a processos criminais na Justiça.
O leque de crimes pelos quais os deputados são réus é variado: vai desde calúnia, injúria, difamação, corrupção e falsidade ideológica até furto, estelionato, lesão corporal e tortura”.
O eleitor bolsonarista pôs esse pessoal no Congresso, com voto e arminha de dedo.

STROESSNER E CASTELO

Bolsonaro elogiou dois ditadores ao discursar ontem em Assunção. Primeiro, elogiou Castelo Branco:
“Eu queria relembrar aqueles que realmente foram os responsáveis por essa obra (Itaipu). Isso tudo, as primeiras tratativas, começaram ainda lá atrás, no governo do marechal Castelo Branco, eleito presidente à luz da Constituição vigente naquele momento”.
E depois elogiou o paraguaio Alfredo Stroeesner:
“Isso tudo não seria suficiente se não tivesse, do lado de cá [paraguaio], um homem de visão, um estadista (…). Aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”.
E o que os jornalistas brasileiros fazem desde ontem? Batem em Bolsonaro porque elogiou um ditador, no caso Stroeessner. E de Castelo Branco não falam nada.
Os jornalistas tentam diferenciar um do outro, porque um foi cruel e pedófilo, e o outro (de quem eles nem falam) foi o primeiro ditador de uma ditadura já definida pela Folha como “branda”.
Ditador mesmo, para alguns jornalistas, é Nicolás Maduro.

O vice

Hamilton Mourão mostra na entrevista à GloboNews que trata de assuntos variados com uma desenvoltura inimaginável para Bolsonaro.
O que não quer dizer que convença. Mas mostra que se puxou para estudar e entender o funcionamento da política.
Apertaram o general com perguntas que o enquadram como ameaça a Bolsonaro, por ser pop e pelas posições conflitantes. O homem driblou todo mundo.
Bolsonaro não deve entender nada do que o seu vice fala.