AS PERGUNTAS DE 2019

Quem mandou Ronnie Lessa matar Marielle?

Como Ronnie Lessa foi parar no condomínio de Bolsonaro?

Por que ninguém pega Queiroz?

Quem irá convocar Flavio Bolsonaro para depor?

Aécio, Serra e Fernando Henrique nunca serão presos?

De quem era a cocaína no avião?

O jaburu vai escapar?

Temos mais jornalistas de direita hoje do que na ditadura?

Por que Bolsonaro não saía do caixa eletrônico logo depois de eleito?

Michelle Bolsonaro parou de receber depósitos de Queiroz?

Os filhos de Bolsonaro mandam no pai?

Por que o porteiro se enganou?

Bolsonaro e os filhos aguentam até o final de 2020?

Quem irá delatar Sergio Moro?

Não vão investigar a fundação de Deltan Dallagnol?

Por que ninguém investiga a fábrica de fake news que funciona dentro do governo?

Vamos ouvir Tacla Duran na Justiça?

Dá pra confiar mais em Gilmar Mendes do que em Edson Fachin?

Luiz Fux continua sendo deles?

O Supremo vai encarar os justiceiros da Lava-Jato?

Por que Damares parou der ver Jesus?

100% BOLSONARO? MORO SALTA FORA

Esta é a melhor pergunta da entrevista de Leandro Colon e Camila Mattoso com Sergio Moro, que a Folha publica hoje:
O sr. se considera 100% Bolsonaro hoje?

A resposta do ex-juiz:
O que significa isso?

(Bolsonaro não deve ter gostado do vacilo do subordinado, que o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, diz ser hoje apenas advogado pessoal do chefe. Quanto por cento o ex-juiz tem de bolsonarismo? Por que a titubeada? O que ficou claro de novo é que Moro é 100% antiLula. Mas aí até o Queiroz sabe.)

MORO, REBAIXADO, É APENAS O ADVOGADO DE BOLSONARO

É devastadora a resposta de Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, à acusação de Sergio Moro de que o líder dos advogados faz militância político-partidária e que por isso o ex-juiz se recusa a recebê-lo. Essa é a resposta, encaminhada à jornalista Monica Bergamo, da Folha:

“Tenho dificuldade em acreditar que o ministro Moro tenha dito que só recebe quem concorda com ele. Aliás, política partidária ele faz desde que era juiz em Curitiba como demonstram as reuniões realizadas antes do segundo turno com a equipe do presidente.
Ele reduziu a função de ministro da Justiça à de advogado pessoal do presidente. Isso sim é política partidária. Ele não age como ministro de Estado, mas apenas como ministro de governo”.

Falta a Sergio Moro a capacidade de calibrar suas declarações, para que não cometa gafes primárias. Essa de dizer que não recebe o presidente de uma entidade do porte da OAB por causa de suas posições políticas e partidárias é uma barbeiragem de amador.

Mais do que autoritarismo, a declaração passa despreparo e ingenuidade. Moro reafirma-se como um simplório. Santa Cruz acabou por enquadrar o ex-juiz que pretendeu um dia ser ministro do Supremo.

Moro, na definição do presidente da OAB, foi rebaixado à condição de tarefeiro das demandas jurídicas de Bolsonaro, sempre enredado nos problemas dos milicianos, dos filhos, do ex-partido, do novo partido e dos ex-aliados. É o que cabe hoje ao ex-juiz no latifúndio do bolsonarismo.

MORO SE ACHA ISENTO?

É esdrúxulo ver Sergio Moro, o juiz que condenou Lula e logo depois virou ministro de um governo de extrema direita, acusar o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, de ser militante político-partidário.
E se o presidente da OAB acusasse Moro de fazer parte do núcleo duro de poder de uma família envolvida com milicianos?

O fim da poupança

Collor tentou e não conseguiu, mas o ‘capitalismo’ bolsonarista vai conseguir acabar com a poupança.
Poupadores pagam hoje para ter o dinheiro guardado no banco. E pagam muito.
A queda do juro é a farsa do capitalismo brasileiro, em que os bancos não pagam nada a quem aplica e cobram cada vez mais de quem pega emprestado.
E o povo? O povo está gastando o FGTS nas compras de Natal. A realidade não chegará só em março, a ficha cairá mais cedo este ano.

QUEIMA DE ARQUIVO?

Tentaram matar Ronnie Lessa a tiros no começo do ano passado, num restaurante da Barra da Tijuca.
O UOL conta o caso que era mantido em segredo pelas investigações. Lessa matou Marielle no dia 14 de março.
Um sujeito atirou em Lessa no dia 27 de abril perto de onde ele morava como vizinho de Bolsonaro.
Assalto? Casualidade? Por que o assaltante era paulista e nunca havia sido visto no Rio? Por que atirou para matar?
Tudo envolvendo o assassinato de Marielle é apresentado como casualidade. Lessa, Queiroz, os milicianos, o porteiro, todos são casualidades na vida dos Bolsonaros.