7 a 1 para as quadrilhas

camiseta4 - Copia

A classe média que aderiu ao golpe se apropriou da camiseta da Seleção para sair às ruas pelo impeachment. Foi uma péssima ideia, para a Seleção, para o país e para o golpe.

Que a saída de Dunga e a chegada de Tite indiquem um recomeço para a Seleção e para o que ela representa. Mesmo que eu não seja otimista.

Não imagino que a Seleção possa voltar a ter um dia a força que teve até 2002. Há exatos dois anos, em 14 de junho de 2014, às vésperas da Copa, escrevi na Zero Hora que a Seleção havia chegado ao fim como expressão de identidade.

Para que não pareça oportunismo, agora que a Seleção rasteja como moribunda (e com uma camiseta manchada politicamente), colo aqui o linck de um comentário do blog do editor de ZH sobre o texto que escrevi há dois anos e a análise de dois outros textos semelhantes que vieram na sequência, na Folha e em O Globo (meu texto pode ser lido também nesse linck).

http://wp.clicrbs.com.br/editor/2014/07/10/a-patria-sem-chuteiras-i-ii-e-iii/?topo=13,1,1,,,13

Disse lá e repito aqui que não acredito na ressurreição da imagem da Seleção como afirmadora da ideia de nação e de civismo. O futebol elitizado, as máfias (que fim levou o José Maria Marin com sua tornozeleira em Nova York?), a Lei Pelé, os estádios superfaturados e as gangues de torcidas mataram o futebol.

O que sobrevive é a força de um hábito que contagia apenas a classe média. As imagens de TV mostram que o povo sumiu dos estádios. Os jogos são espetáculos da TV paga. O povo não pode ir a campo e não tem dinheiro para pagar a TV. As quadrilhas venceram.

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