A CRONISTA SOCIAL TEMIDA PELO EX-JUIZ

A imprensa internacional vai fechar o cerco a Sergio Moro. A tática do ex-juiz de intimidar Glenn Greenwald, de depreciar jornalistas brasileiros e de atacar veículos como a Folha de S. Paulo tornarão sua vida mais complicada a partir de agora.

Moro cometeu ontem um erro sempre repetido pela direita e com exemplos também à esquerda. O chefe de Dallagnol desafiou a ira do jornalismo. A resposta não será corporativa, como fizeram os juízes amigos de Moro e os procuradores amigos de Dallagnol, mas virá da reação natural de quem se sente desafiado.

Moro tentou jogar para a plateia bolsonarista e, ao atacar o Intercept e a Folha, acabou por atacar toda a imprensa, e não só a dita alternativa e tampouco só o veículo que, segundo ele, faz denúncias a partir da sua colunista social. A jornalista Monica Bergamo, um dos grandes nomes da imprensa brasileira, seria a cronista social.

Vai pesar contra Moro outra denúncia grave, que já repercute em todo mundo: a de que ele está usando o Ministério da Justiça como aparelho para perseguir Greenwald.

O ex-juiz terá a partir de agora a imprensa mundial, e não só o Intercept e a Folha, mobilizados para provar que ele está errado e que agia em conluio com Dallagnol.

Os jornais tradicionais e o novo jornalismo online vão preparar a revanche com informações. Em algum momento, Moro terá de esclarecer, entre outras, a informação de que o jornalista que o denunciou com a divulgação das mensagens da Lava-Jato está sendo vigiado por agentes do governo, que bisbilhotam até suas movimentações financeiras.

Essa informação foi divulgada pelo site que mais bajula a Lava-Jato, O Antagonista, de Diogo Mainardi, que faz assessoria de imprensa para a direita desde antes do golpe de agosto de 2016. Por que Moro mobilizou a Polícia Federal e o Coaf para investigar as contas de Greenwald? Em algum momento, o ex-juiz terá de responder.

Sergio Moro não deveria ter apostado no ataque à imprensa como estratégia no depoimento de ontem, quando várias vezes foi advertido pelos deputados, entre os quais a gaúcha Fernanda Melchionna, para que olhasse os deputados na cara, que não olhasse para baixo, como Bolsonaro fez diante de Putin.

O ex-chefe do Dallagnol (será que é ex mesmo?) passa a correr o risco de ser derrubado por denúncias divulgadas por uma colunista social.

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