A RENÚNCIA 

Todas as falas e ações de impacto do gestor de Porto Alegre não têm relação com o que ele deveria fazer, por obrigação, para que cumpra a delegação que recebeu do eleitor.

Tudo o que ele diz ou faz (e que geralmente tem relação com sua vida pessoal ou alguma barbeiragem) não altera em nada o abandono da cidade.

Porto Alegre não precisa saber se o prefeito dança bem ou se é um sujeito afetivo. Os moradores de todo o Estado, e não só os da Capital, querem um administrador com determinação para pelo menos tapar buracos, e não um performático desastrado ou um gestor de demandas do setor privado.

O gestor deve assumir sua tarefa de administrar Porto Alegre ou desistir, como muitos homens públicos desistem. Renunciar pode ser mais digno do que insistir no que não faz por falta de capacidade para conversar e ceder e por incompetência mesmo.

O gestor não tem a mínima empatia com a cidade e seus dramas. Tampouco com a própria base de apoio na Câmara e com eventuais aliados nos governos estadual e federal.

O prefeito é um solitário na companhia do MBL e não se entende nem com quem o inventou como ‘novidade’ da política.

Depois do vexame da convocação da Força Nacional e da sequência de desastres nas relações com assessores, com servidores e com a população, o prefeito deveria pensar seriamente na hipótese da renúncia.

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