As malas do Geddel

A notícia mais esdrúxula da semana foi esta. Geddel, o prestativo, o guarda-malas do Quadrilhão, quer saber do Supremo quem o delatou para a Polícia Federal e quem da PF recebeu o telefonema com a informação sobre a existência das malas.

Um bandido quer saber quem foi o comparsa que o dedurou, para poder, quem sabe, acertar contas. E quer saber também quem da polícia abriu caminho para que o serviço fosse feito?

Para quê? Por que Geddel teria o direito de saber quem foi o agente que recebeu a informação sobre as malas?

E agora vem a parte mais esdrúxula. Como os advogados de Geddel dizem que a operação foi ilegal, a partir de uma delação anônima, Geddel quer de volta as malas com os R$ 51 milhões.

A operação teria cometido uma falha formal de seguir rastros a partir da informação de uma pessoa que não se identifica.

O que Geddel quer mesmo é as malas com o dinheiro. Vocês podem estar rindo, porque um feriadão permite que se ria de qualquer coisa, mas não é para rir.

Em algum momento, algum juiz pode determinar que devolvam as malas do Geddel? É difícil, é improvável, é absolutamente impossível? Então tá.

Nada mais é impossível no Brasil da Lava-Jato em que Aécio está solto e o Quadrilhão governa e defende abertamente o trabalho escravo. Alguém pode determinar que as malas do Geddel devem ser devolvidas ao apartamento. Com juros e correção monetária. Duvidam? Vai depender do sorteio do caso no Supremo.

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