As mulheres

A bravura de Dilma Rousseff, no interrogatório do Senado, está em boa companhia. O show de hoje, em meio à falação repetitiva dos golpistas (a maioria estranhamente bem comportada), está sendo dado pelas mulheres.

Foram comoventes os depoimentos das senadoras Vanessa Grazziotin, do PCdoB do Amazonas, Kátia Abreu, do PMDB de Tocantins, Lídice da Mata, PSB da Bahia, e as petistas Gleisi Hoffmann, do Paraná, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Regina Sousa, Piauí, e Ângela Portela, do PT de Roraima.

Ouvi as intervenções de todas. Não conhecia Regina Sousa, que falou há pouco com uma vitalidade impressionante e condenou “o recado do machismo, do patriarcado e do colonialismo ainda arraigado nas mentes do país”.

Dilma comentou o discurso de Regina com uma observação recorrente: tentaram transformá-la numa caricatura de mandona e impositiva, quando o que desejavam mesmo era desqualificá-la como mulher.

A encenação do golpe nos oferece, como compensação, a bravura das mulheres. O golpe se reafirma como um ato machista.

 

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