Enquanto Emmanuel Macron alerta o G7 de que é preciso agir com urgência, o que fazem os ‘liberais‘ brasileiros, os empresários e os pensadores da direita?
Acompanham a devastação da Amazônia como se não fosse com eles.
A elite empresarial brasileira, golpista, decadente e quebrada, acovarda-se diante do poder de destruição do bolsonarismo.

Salve o Corinthians

O Corinthians, sempre o Corinthians, sai na frente de novo e condena a destruição da Amazônia com a representação das queimadas no próprio distintivo. Viva a torcida do time de Lula, uma torcida que sempre exaltou a memória de Marielle e as liberdades.

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A IMPRENSA É CÚMPLICE DA MORTE DA AMAZÔNIA

Antes do golpe de agosto de 2016, a Globo inventou a cobertura de passeatas com helicóptero. Agora, enquanto o fogo consome com a Amazônia, os jornais e as TVs fazem cobertura da aceleração da morte da floresta por satélite.
A floresta é consumida há meses, e as imagens de terra que se repetem são do grande fotógrafo Araquém Alcântara. O resto é tudo imagem do espaço. Sem as fotos de Araquém, não teríamos mais nada.
Se a Amazônia desaparecesse nos próximos dias, os jornais teriam de ir a julgamento, como aconteceu com os nazistas em Nuremberg, por cumplicidade com o extermínio.
Os jornais estão com medo dos desmatadores, dos latifundiários e dos grileiros matadores de índios, aliados de Bolsonaro?
Se estão, que peçam a proteção das Forças Armadas, para que cumpram sua missão de informar.
Os militares negariam apoio à imprensa, para que se mostre quem está destruindo a Amazônia? O bolsonarismo acovardou o jornalismo?

ALÉTICA E DEÔNTICA

A coluna da Monica Bergamo está sensacional, com a reprodução de trechos da sentença que condenou Fernando Haddad pela acusação de caixa dois.
O que ela conta:
“A sentença do juiz Francisco Shintate, que condenou Fernando Haddad a quatro anos e seis meses de prisão por crimes eleitorais, tem mais de 500 páginas. O magistrado só começa a examinar o caso concreto na 361.
Nas páginas anteriores, ele fala sobre linguística — “veículo sígnico (o suporte físico), designatum ou significatum (a significação) e denotatum (o significado)” —, de lógica “alética e deôntica” e inclui citações de 50 páginas contínuas de trechos de livros.
O juiz chega a usar dezenas de fórmulas de lógica formal, como “(-q v -r –S)”. E esclarece: S é a relação processual entre “sujeito da relação primária e o Estado, titular do monopólio da coação”.
Enquanto isso, Onyx Lorenzoni, o caixa três, está solto e cuida do melhor sistema de esquartejamento para privatização da Petrobras.
A direita ocupou todas as áreas e está colocando fogo na Amazônica, na educação e no Judiciário.
Essa sentença parnasiana é mais um devaneio de alguém que teve frustrado o sonho de ser escritor ou professor. Mas no século 19.

Serviço completo

Tempos bolsonaristas por todos os lados. Aqui onde moro, na Aberta dos Morros, no sul profundo de Porto Alegre, faltou luz no meio da tarde de ontem.
Logo depois percebi que não tinha água e, em seguida, que estava sem internet. Se não tem internet, não tenho TV.
A luz voltou no início da noite. A água também voltou logo depois. Mas nada da internet e da TV, que só tive de volta agora pela manhã.
Pra completar, só falta alguma ONG maluca colocar fogo no mato da praça da caixa d’água, aqui perto, e me tirar o ar.