Competências

Sergio Moro vetou 21 das 41 perguntas que Eduardo Cunha pediu que a Justiça Federal fizesse ao homem do Jaburu, convocado como testemunha no processo que corre contra ele, Cunha, em Curitiba.
O argumento de Moro: “Não há qualquer notícia do envolvimento do Exmo. Sr. Presidente da República nos crimes que constituem objeto desta ação penal”.
O outro argumento: ele, Moro, diz não ter competência legal para investigar o presidente da República.
Mas para grampear e divulgar o grampo da conversa da presidente Dilma Rousseff com Lula o juiz teve competência. Tanta competência que mandou a gravação da conversa para o Jornal Nacional.
O gesto midiático de Moro foi considerado ilegal pelo Supremo, mas a incompetência (será?) e os estragos já estavam consumados.
Sabe-se agora que Temer não tem com o que se preocupar com as perguntas da máfia do Eduardo Cunha. Há perguntas e perguntas. Há máfias e máfias. E há competências e (in)competências.

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