DALLAGNOL TOMA 7 A 1

Deltan Dallagnol perdeu todas hoje no Conselho Nacional do Ministério Público. Ainda não caiu, mas está dependurado no penhasco, agarrado a um pé de guanxuma.

Pra começar, foi desengavetada a reclamação disciplinar contra ele e o colega Roberson Pozzobon por causa das mensagens escabrosas trocadas entre os dois e com o ex-juiz Sergio Moro.

O caso havia sido engavetado pelo corregedor nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel Moreira. Agora, segue adiante e não há mais como enrolar.

Dallagnol perdeu outra. Tentou evitar a aberttura de processo administrativo disciplinar pela acusação de que, em entrevista, ofendeu o Supremo, ao dizer que a corte age com leniência a favor da corrupção. O procurador sem escrúpulos terá de confirmar ou desmentir o que disse (ele já andou tentando dar um drible, dizendo que foi mal interpretado).

O conselho também decidiu que vai levar adiante outra investigação acionada por reclamação do senador Renan Calheiros, por causa da campanha aberta e difamatória que o procurador fez contra Calheiros, quando este disputou a presidência do Senado.

Tem mais. Até aqui Dallagnol vinha sendo tratado a pão de ló pelo conselho. Mas o conselheiro Luiz Fernando Bandeira atacou a lentidão no andamento das investigações contra o procurador e acordou o corregedor do MP.

Dallaganol poderá, pelo conjunto da obra, sofrer advertência e censura ou ser afastado do cargo. Pode demorar mais um pouco, mas não há viagem de volta.

Dallagnol só conseguiria escapar se o conselho continuasse sendo dominado pelo corregedor engavetador. Não há clima hoje para que isso aconteça. Nem os covardes, em qualquer área, estão tendo muita chance.

Mais uma. Um subalterno de Dallagnol, o procurador Diogo Castor de Mattos, também será investigado por ofensas ao Supremo. Mattos está afastado, por decisão pessoal, da Lava-Jato. Mas vai enfrentar a investigação assim mesmo.

Para completar, hoje a defesa de Lula encaminhou ao Supremo um pedido de suspeição contra Dallagnol, como fez com Sergio Moro.

Simbolicamente, é como se Dallagnol tivesse tomado 7 a 1 (mesmo sem ter feito nenhum gol). O destino de Dallagnol está encomendado.

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