Discursinho de Rock in Rio

O tal Dinho Ouro Preto só repetiu no Rock in Rio o bordão que a direita dissimulada (e a esquerda arrependida ou confusa) mais gosta de usar. Peguem todos, porque todos são corruptos da mesma laia.
É o bordão raso que mais circula pelo Facebook. É uma bobagem que também os artistas meia-boca e falsamente politizados ajudam a multiplicar. Pegar todo mundo quem?
Alguns até listam que é preciso pegar Aécio, Padilha, o jaburu-da-mala e outros. Só para fazer média com as esquerdas e ficar de boa com a direita. É um truque de marketing pilantra pra dizer que defendem o combate geral à corrupção. Não defendem nada. Ficam no muro.
E o tal Ouro Preto ainda decidiu incluir Dilma na lista dos que conspiraram contra a democracia, ao lado de Aécio, Eduardo Cunha e Sérgio Cabral.
Eu até acho que o ‘rock’ brasileiro, no estado em que está, merece mesmo um sujeito confuso como este. O ‘rock’ brasileiro vacilante e repetitivo (que aprenda um pouco com o pessoal do funk) está com a cara deste Ouro Preto. O rock há muito tempo é apenas negócio (e em crise).
(Sim, eu li o discurso que ele fez. É uma contribuição ao rebaixamento da retórica básica difundida pela Lava-Jato de que a lei é para todos. É mais do que empobrecedor, é antigo, é manjado e é emburrecedor. Concordo com a Diovane Santos, aí nos comentários: esse sujeito é o Zezé Di Camargo do nosso ‘rock’. Assim, entre aspas.)

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