ENTREGARAM TUDO

Um dos filhos de Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro, disse nos Estados Unidos que o brasileiro quer mesmo é entrar sem visto na terra do Trump para ficar por lá como clandestino. Esse pessoal envergonha o Brasil, segundo o rapaz.

Bolsonaro pai disse logo depois que a maior parte dos imigrantes que tentam entrar nos Estados Unidos, incluindo brasileiros, não tem boas intenções.

O pai já havia contrariado os interesses de exportadores brasileiros para os mercados árabes e da China, embarcando numa manobra americana que favorece o mercado americano.

Nos Estados Unidos, o pai disse também que a Amazônia não é mais nossa. E anunciou o decreto que permite que americanos entrem sem visto no Brasil. E ainda fechou um acordo que permite o uso da Base de Alcântara pelos americanos.

Vivemos uma situação inédita no mundo. Um presidente vai à maior potência mundial para defender unicamente os interesses do país visitado. E não ganha nada. Nada.

Não se esperava que ele defendesse o povo, porque o povo nem consegue viajar mais (como fazia nos tempos de Lula e Dilma).

Mas ele não defende nem os interesses dos produtores, nem da classe média que o apoiou. E aí surge de novo aquela pergunta. Como Bolsonaro teve apoio suficiente para se eleger e continua com apoio de boa parte da população?

É simples. Porque os eleitores de Bolsonaro da classe média se acham defensores dos ideais americanos. E os pobres que votaram nele acham que têm os mesmos interesses dessa classe média.

O brasileiro médio tem em Bolsonaro um espelho do que pensa que é. Bolsonaro pensa que, bajulando Trump, banca o esperto. A classe média também. E o pobre de direita faz o mesmo.

Em casos como esses, não são os espertos que vencem, são os imbecis que perdem.

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