Até os corruptos são interinos

Caiu Fabiano Silveira, o ministro da Transparência. Quando caiu Jucá, só os comentaristas políticos sabiam de quem se tratava. Ah, era um grande articulador saído direto de Roraima para os labirintos de Brasília. Ninguém sabia da existência do medíocre Jucá no Brasil, a não ser os jornalistas e o próprios políticos.

Agora, cai Fabiano, pego num grampo pelo grande grampeador da Transpetro. Era tão medíocre que, sem reputação mínima, não conseguiu nem entrar na antiga CGU (onde pretendia continuar trabalhando), barrado por um grupo de funcionários na garagem do prédio. Quando aconteceu algo parecido antes com um ministro?

Fui pesquisar para saber quem teria sido em algum momento da vida pública o famoso Fabiano. No ano passado, ele foi eleito novo ouvidor-chefe do Conselho Nacional de Justiça. E fez um discurso:

“A Ouvidoria permite a interação com a sociedade civil, porque ela recebe as reclamações, as queixas e as ponderações feitas pela sociedade de um modo geral”.

De um modo geral, o tal Fabiano vinha tentando livrar Renan Calheiros da Lava-Jato. Quantos pilantras o Brasil ainda terá de conhecer, por conta do governo interino de Michel Temer. Tão interino que até os corruptos têm apenas interinidade.

Jucá e Fabiano são subchalaças, do quinto escalão das sacanagens de Brasília, ninguém sentirá falta deles. O que o povo quer (o povo sempre está querendo algo) é a queda de um grandão.

Um dia, a Lava-Jato poderia pegar um grandão da direita. Mesmo que diga depois que foi por engano e solte logo em seguida. Chega de Jucás e Fabianos. O Brasil merece que peguem um grandão da direita.

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