O ATAQUE SUJO

É possível tentar identificar um dos “ataques sujos” que o juiz Sergio Moro diz ter sofrido de críticos da Lava-Jato. Todo mundo sabe que o maior atacante se chama Tacla Duran e está foragido na Espanha.

O advogado é processado como integrante da quadrilha de propinas da Odebrecht. Ele acusou outro advogado amigo íntimo de Moro de tentar negociar acordos paralelos de delação em troca de dinheiro. O advogado acusado se chama Carlos Zucolotto Júnior.

Zucolotto foi representante, como advogado, de interesses de Tacla Duran em Curitiba. E Zucolotto, além de amigo, foi padrinho de casamento de Sergio Moro.

Tacla Duran, como parceiro de banca de Zucolotto, fazia pagamentos ao amigo do juiz. E a mulher do juiz, Rosângela, foi sócia do escritório de advocacia de Zucolotto.

A revista Veja descobriu que Tacla Duran fez pagamentos ao escritório quando Rosângela era sócia de Zucolotto. Mas isso não é novidade.

A novidade agora é que Sergio Moro finalmente referiu-se a “ataques sujos”. Mas Tacla Duran fez as denúncias, depois renovadas, no dia 27 de setembro. Foram publicadas pela Folha de S. Paulo. Hoje, a reportagem completa dois meses.

Até agora, pelo que se sabe, nenhuma autoridade policial ou do Ministério Público se interessou pelas denúncias. Nem o advogado amigo de Moro se pronuncia sobre a acusação.

Para concordar com o juiz, o ataque é de fato bem sujo. Limpo certamente não é.

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