O bacana e a manicure

A Folha traz hoje uma reportagem chocante, de Angela Boldrini, sobre as penas que o juiz de Curitiba aplica aos delatores da Lava-Jato (penas que não se traduzem em prisão). E compara com as penas sofridas por gente comum em outros processos.

Dois exemplos. A manicure Keli da Silva roubou fraldas e receptou produtos eletrônicos em São Paulo e foi condenada a 34 anos de prisão.

O executivo Alexandrino de Alencar, da Odebrecht, participava de um esquema que pagou mais de R$ 1 bilhão em propinas e teve uma pena de sete anos e meio de cadeia. Ela continua presa, agora no regime semi-aberto. Ele está solto.

Como estão soltos Pedro Barusco, Nestor Cerveró, Paulo Roberto Costa, Julio Camargo, Ricardo Pessoa, Otavio Marques de Azevedo e tantos outros das quadrilhas da propina. Muitos estão agora, neste momento, em Angra.

Não há um tucano preso, mesmo que o esquema tenha sido inaugurado nos governos deles, com o ladrão avulso Pedro Barusco.

E quem está preso? Os que ainda não delataram e o pessoal do PT. Quem delata, é libertado e sai da cadeia às vezes sem tornozeleira, pega uma condenação mas raramente entra numa cela.

Delatores de Curitiba são homens em liberdade, para desfrutar do que roubaram. Se tivessem roubado fraldas…

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