O caso Wander Wildner

Publico este depoimento do jornalista Mauro Garcia Dahmer sobre o episódio ocorrido com o cantor Wander Wildner, num show no bar Fatiado Discos e Cervejas Especiais, de São Paulo, quando o roqueiro foi acusado de racismo e machismo.

“Eu estava lá e a história foi mais ou menos assim: O show estava marcado para as 19h00. O Wander chegou às 18h30 e a casa estava lotada. Não havia técnico de som e o equipamento não estava montado. O Wander começou ele mesmo a montar tudo e o show começou pontualmente às sete da noite. Às sete e meia chegou o Alan (dono da casa) e surpreso perguntou “já começou?”. O som da casa é ruim e começou a apitar e foi apitando até a última música com várias paradas e mesmo assim o público todo se divertindo pra caraca… Mas quem conhece o Wander percebeu que ele estava ficando irritado… Pediu uma cerveja e nada, outra cerveja e nada, nem água… Ele operando o som e tocando… Todo mundo bebendo vinho, cerveja artesanal e a casa ganhando dinheiro. Mais ou menos na metade do show o Wander começou a fazer piadas bem mal humoradas para o dono da casa…”O Negão que trabalha pra ti não pode me trazer uma cerveja? (até onde sei o Malásia e o Wander se tratam de Negão e Alemão desde que se conhecem). O show foi ficando cada vez mais punk mas o público seguia se divertindo e achando tudo engraçado mesmo com as paradas pelo som ruim. Nesse momento eu já estava do lado de fora porque não aguentei tanta microfonia…Começou a tocar Daryl Hanna que é uma música que narra uma paródia de um playboy que quer morar em Beverly Hills. É uma paródia ao machismo consumista e a última fala da letra é “Traga-me tequila babay”, e foi aí que o Wander, dentro do personagem, largou um “já que nenhuma vadia me trouxe cerveja vou fazer a última canção”. O Alan ficou puto da cara e cortou o som… –> fato: ninguém vaiou ou reclamou de machismo ou racismo durante o show porque era evidente que o Wander estava reclamando da casa e lutava contra o som ruim e a falta de cerveja. O show estava lotado de mulheres e nenhuma me pareceu ofendida ou demostrou isso. O Alan publicou no Facebook só a versão dele sem contar o contexto e depois apagou do mas daí o tribunal já estava armado. A casa é legal e o Alan é gente fina e preocupado com questões sociais mas o Wander, com razão, estava puto da cara com o tratamento e a falta de atenção da casa ao trabalho do artista –> conclusão: se eu fosse feminista não tentaria formular discursos numa briga de dois punkrockers sem ter visto a cena. Foi um bate boca de machos daqueles que qualquer mulher com juízo deveria evitar. A banda do Wander em SP é um trio composto por ele e duas mulheres fodonas que mandam na banda e fica bem difícil acusar ele de machismo, ainda mais porque não houve discurso nenhum… Foi mais ou menos isso. Uma bobagem que o tribunal do facebook repercutiu sem ver ou saber os fatos″

4 thoughts on “O caso Wander Wildner

  1. E Qual seria o problema de chamar de negão ou negro? isso aqui não é a américa. nunca tivemos lei “jim crow”. Passamos da escravidão para a miséria generalizada sem precisar criar uma ideologia de raça inferior (tem a ver com nossa moral “superior”?). Alias, o pessoal chamava de crioulo quando queria dizer negro antigamente, minha vó já dizia… essa patrulha ideologica eh tao burra e ignorante que so traduz do ingles direto e errado o seu discursinho petista que nao resolve nada. brasil, todo mundo mestiço… eua, população mestiça é mínima, casamentos interraciais ainda são tabu. Alias eram até proibidos até os anos 60 e poucos. Aqui sempre foi proibido eh pobre casar com rico

  2. Mais uma coisa: esse excesso da patrulha ideológica, atacando um artista que é sabidamente de esquerda e sempre defendeu os direitos das minorias, tem seu preço: a eleição do bolsonaro ano que vem! infelizmente! não com meu voto, mas ninguém aguenta mais a patrulha acéfala que tomou conta dos movimentos sociais. ninguém! tá pior que a urss.

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