O FIM DO MILAGRE DO HOMEM QUE ANDAVA

Ainda sobre a tragédia que Porto Alegre enfrenta com a gestão que briga com todo mundo e não consegue articular nem mesmo seus próprios projetos com a ‘base aliada’.
Vejam alguns números que talvez expliquem os descaminhos e o rebaixamento da política municipal e estadual.
Em 2008, quando concorreu a prefeito contra Fogaça, Onyx, Maria do Rosário, Luciana Genro, Manuela, Vera Guasso e Carlos Gomes, o atual gestor de Porto Alegre obteve 22.365 votos, de um total de 790 mil votos válidos.
Só ganhou de Vera Guasso e Carlos Gomes. O atual gestor teve 2,83% dos votos. Somados, dois vereadores, Maurício Dziedricki e Pedro Ruas, fizeram 6 mil votos a mais do que ele.
Aquela eleição foi vencida por Fogaça no segundo turno contra Maria do Rosário.
Como foi que em 2016, oito anos depois, o mesmo candidato, apresentando-se como o novo, o antipolítico, como gestor saído ninguém sabe de onde, elegeu-se como o homem que andava sem parar?
Que milagre foi esse? O golpe desnorteou o povo? Como foi que o eleitor (um terço pelo menos) acreditou que ele era o novo, se é deputado desde 2006?
Deve ser porque o cara fará 47 anos em novembro e até hoje parte da própria esquerda o chama de guri. Deve ser.

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