O GOLPE NA FOLHA

São preocupantes as informações que circulam desde ontem sobre as mudanças no comando da Folha. Cristina Frias deixa a direção da redação.
Assume o editor-chefe Luiz Dávila, pupilo de Otávio Frias, que morreu no ano passado.
Luiz Frias, irmão de Cristina (ela sucedia Otavinho), comandou a troca. A redação vê a substituição como um golpe.
Os efeitos imediatos esperados são estes. A Folha se torna mais dócil ao bolsonarismo, e o jornalismo se acomoda aos interesses maiores da casa, que tem muitos outros negócios lucrativos fora da comunicação.
O que se sabe na redação é que Luiz Frias estaria incomodado com as reportagens mais incisivas do jornal contra Bolsonaro.
Luiz Dávila vai ter que provar que não será submisso a um governo que a própria Folha vinha expondo pelas ligações da família Bolsonaro com as milícias.
A notícia do golpe na redação veio um dia depois do aviso de que professores das redes públicas poderiam ler a Folha online de graça.
Que Folha eles irão ler?
Bolsonaro anunciou logo depois de eleito que iria para a guerra contra a Folha. Algo aconteceu. Sobra a briga com a Globo. Mas na Globo também há irmãos.
O desalentor nesse caso da Folha é que mais uma vez os machos golpeiam uma mulher.

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