O MANUAL E O BOATO

Esta é uma das recomendações do novo Manual de Redação da Folha de S. Paulo aos seus jornalistas sobre como se comportar nas redes sociais: não compartilhem boatos.
Parece um conselho óbvio. Só que o jornalismo sempre dependeu dos boatos, e o jornalismo brasileiro vive de boatos há muito tempo.
Comentarista de jornal, rádio ou TV, engajado ao golpe, só funciona com boatos das suas fontes ligadas a tucanos e jaburus, no governo, no Congresso, no Judiciário, no Ministério Público.
Desde o começo da Lava-Jato o que o jornalismo faz nem é compartilhar boatos. É produzir boatos. As colunas de fofocas da política existem por causa do boato.
A Lava-Jato sustentou todo o trabalho da imprensa (sem nenhuma reportagem investigativa relevante, uma que fosse) com a alcaguetagem e o boato. Desde que a vítima fosse Lula, Dilma e o PT.
Sem o boato, a Folha de S. Paulo não seria o que é. O boato, sob as mais variadas embalagens, é a matéria-prima e o produto acabado de quem cobre a Lava-Jato.
Mas para a Folha e os grandes jornais, não é boato, é informação privilegiada.

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