O OGRO FASCISTA

Enfrento há uns quatro anos o cerco de um vizinho fascista, já denunciado por três vezes à polícia, que nada investiga. Que começou desrespeitando a mim e à vizinhança com festas de música alta, com tambores e gritarias, em qualquer dia da semana, até a madrugada.
Que é capaz de ligar o som da TV, para que todos ouçam, da manhã à noite. Que bateu panelas no golpe e que grita o nome de Bolsonaro. E que mais recentemente, porque reclamei da falta de respeito, me ameaçou com amigos dele que podem me pegar.
Por que a polícia não faz nada? Talvez porque eu não seja de grupos de extrema direita que o sujeito parece admirar. E a polícia está dedicada à “guerra ao tráfico”…
Os amigos dele, atraídos para as festas, são da mesma laia. Inclusive as mulheres, todas jovens (algumas são assustadoramente machistas e bagaceiras).
Esse sujeito e sua turma são o mais genuíno produto do fascismo e de outros efeitos acionados pelo golpe.
É o ogro imbecil que atormenta a todos (ninguém o suporta na vizinhança), porque se sente representado pela direita que pretende continuar aparelhando as instituições e controlando o país.
O ogro é estudante de Direito. Seus convidados para as festas que rolam toda a noite seriam colegas de faculdade. São o retrato do Brasil repulsivo e fascista inspirado nos heróis fajutos da Lava-Jato.

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