O PÂNTANO DE CURITIBA

Os novos vazamentos divulgados pelo Intercept aumentam a sensação de que a Lava-Jato era, além de delituosa, um ambiente de chinelagem.
Mesmo as conversas “técnicas” são nojentas, porque promíscuas, apesar do jornal preservar intimidades. A submissão do procurador ao juiz. A submissão de um juiz às ordens dos americanos.
Está tudo lá no Intercept, para quem tiver estômago. Agora com citações a um ministro do Supremo, Luiz Fux, o confiável.
A Lava-Jato enfiou o judiciário brasileiro num pântano. Quem se negar a admitir é pelo menos parte omissa do conluio.
(E vem aí, em tom de desespero, a tentativa de desqualificação dos conteúdos. Depois de admitir que os diálogos são verdadeiros, a Lava-Jato se deu conta do erro estratégico e passou a falar em manipulação e participação dos russos. A Globo entrou com determinação nessa nova etapa da defesa do esquema de Curitiba em que um juiz dizia o que um procurador deveria fazer.)

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