O QUE SOMOS HOJE?

O QUE SOMOS HOJE?Estes poucos segundos mostram em que momento o Brasil se livrou do complexo de vira-latas (assim definido por Nelson Rodrigues), para que o futebol se expressasse como fator de orgulho e afirmação da identidade brasileira.Foi na final da Copa de 1958, quando a Seleção levou o gol da Suécia logo aos quatro minutos. Didi carrega a bola da área ao meio de campo, sendo cercado pelos companheiros no caminho. Um deles é um menino de 17 anos que chega ao seu lado e diz alguma coisa.O Brasil virou, fez 5 a 2 e ganhou a Copa. Onde e quando o gesto de Didi se perdeu? No 7 a 1? Antes? O que acontecerá a partir desta segunda-feira na Rússia? Corremos o risco de voltar ao estágio pré-58? Para copiar um pouco Roberto Da Matta, o grande estudioso da relevância social do futebol, fica a pergunta: para que lado andará depois da Copa o sentimento do brasileiro em relação à Seleção? (No depoimento que aparece ao fundo, Didi conta como reagiu, lembrando que o Botafogo já havia vencido a Suécia. Percebam a naturalidade com que Didi joga a bola para que Vavá a coloque no centro do campo. A edição da imagem, com o depoimento, foi feita pelo meu amigo Heitor Schmidt).

Posted by Moisés Mendes on Sunday, July 1, 2018

Estes poucos segundos mostram em que momento o Brasil se livrou do complexo de vira-latas (assim definido por Nelson Rodrigues), para que o futebol se expressasse como fator de orgulho e afirmação da identidade brasileira.
Foi na final da Copa de 1958, quando a Seleção levou o gol da Suécia logo aos quatro minutos. Didi carrega a bola da área ao meio de campo, sendo cercado pelos companheiros no caminho. Um deles é um menino de 17 anos que chega ao seu lado e diz alguma coisa.
O Brasil virou, fez 5 a 2 e ganhou a Copa. Onde e quando o gesto de Didi se perdeu? No 7 a 1? Antes? O que acontecerá a partir desta segunda-feira na Rússia? Corremos o risco de voltar ao estágio pré-58?
Para copiar um pouco Roberto Da Matta, o grande estudioso da relevância social do futebol, fica a pergunta: para que lado andará depois da Copa o sentimento do brasileiro em relação à Seleção?
(No depoimento que aparece ao fundo, Didi conta como reagiu, lembrando que o Botafogo já havia vencido a Suécia. Percebam a naturalidade com que Didi joga a bola para que Vavá a coloque no centro do campo. A edição da imagem, com o depoimento, foi feita pelo meu amigo Heitor Schmidt).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


8 + 3 =