O SUJEITO QUE É SUBSTANTIVO E ADJETIVO

Antes de dar o soco-tapa em Glenn Greenwald, Augusto Nunes cometeu outras agressões, não só contra os filhos do diretor do Intercept. Nunes agride o jornalismo há décadas, sempre como pavão do adjetivo.
Todo texto de Nunes tem pelo menos uma dúzia de adjetivos em cinco linhas. Tudo para Nunes é superlativo. E todo texto só funciona se for rococó. A direita adora o rococó.
Tem jornalista rococó, político rococó, cúmplice de político rococó. Nunes é o mais rococó dos jornalistas brasileiros. Assim como o gestor gaúcho é o mais rococó dos bolsonaristas disfarçados. Rococó é meu adjetivo preferido.
Nunes deixou em Porto Alegre os seguidores da sua escola. Influenciou uma geração que copia seu estilo. Para Nunes, uma pessoa nunca está espantada, mas estupefata.
Tudo que Nunes escreve é grandioso. Se for para elogiar Bolsonaro e Moro, Nunes recorre a adjetivos que qualquer escola de jornalismo condenaria. Claro que não vou reproduzi-los aqui.
Nunes inspirou jornalistas que imitam seus textos gongóricos e provocou um estrago no jornalismo gaúcho. Os imitadores são melhores do que ele, porque aperfeiçoaram o estilo.
Hoje, seus discípulos já não são tantos, porque os primeiros gastaram todos os adjetivos. Mas alguns chegaram a imitar até o jeito de caminhar do cara que agrediu Glenn.
Nos textos de Nunes, um substantivo não existe sem um adjetivo. O próprio Nunes é um adjetivo.
Não vou chamá-lo por nenhum dos que ele usa contra Lula e que usou contra Glenn.
Vou usar um que Glenn usou contra ele e que tem a vantagem de ser, ao mesmo tempo, substantivo e adjetivo. Covarde.

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