OS FOFOS E O PT

O jornalista fofo é um torcedor que não pode torcer publicamente por quem orienta sua conduta. Ele apenas pode torcer contra alguém ou alguma coisa.

O fofo tem um time para chamar de seu (já foi o time do Aécio), mas se constrange de dizer para quem torce. O grito de guerra do fofo é um grito abafado pela censura da própria consciência.

Então, resta a ele ser um torcedor contra, como anti-PT que é, anti-Lula, antiesquerdas. O jornalista fofo que embarcou no golpe é um ser atormentado pela própria opção.

Ele não pode dizer que está com Alexandre Frota, Lobão, Janaína Paschoal, Bolsonaro, Zezé di Camargo. Muito menos com Lobão, Regina Duarte, Ronaldo Nazário, Suzana Vieira. Mas sabe que essa é a sua turma.

E uma das coisas mais batidas pelo jornalista fofo, como torcedor do contra, é o fim do PT. O fofo viva repetindo que o PT acabou. Pois o DataFolha divulga hoje que 20% dos eleitores entrevistados pelo instituto têm simpatia pelo partido. Os outros partidos têm quase nada.

Antes da prisão de Lula, a simpatia pelo PT era de 19%. Os partidos da turma dos jornalistas fofos estão muito mal. O PMDB tem 4% e o PSDB tem 3%.

Mas o jornalista fofo continuará dizendo que o PT chegou ao fim. O fofo acredita até na interpretação do DataFolha para o crescimento da simpatia pelo PT. Segundo o instituto, isso aconteceu como “reflexo da impopularidade do governo Michel Temer”.

Entenderam? O PT teria conquistado mais adesões porque o jaburu é impopular.

O jornalista fofo vai repetir a explicação, fazendo cara de sério. Porque o fofo é aquele que repete quase todos os dias: “Eu concordo com o Merval”.

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