Os pães

As moças e os rapazes que vendem pães nas esquinas de Porto Alegre são personagens dos paradoxos de uma crise que produz abatimento mas também nos oferece algumas cenas bonitas.
É bom vê-los nas ruas com seus aventais brancos. Muitos deles devem vender pães caseiros porque gostam do que fazem, mas outros certamente estão ali levados pelas circunstâncias.
Também esses devem ter aprendido a gostar de fazer e vender pães, porque todos eles sorriem, dedicados a uma lida que ajuda a segurar as pontas e os estudos.
Agora pela manhã, vamos à feira ecológica da Tristeza, ali Wenceslau, na frente da igreja, onde um desses rapazes, o Matheus, do Ateliê Vincent, oferece seis tipos de pães e serve chocolate quente. A alegria e a simpatia do Matheus se esparramam pela feira.
Que os pães desses moços se multipliquem e ajudem a sustentar seus projetos e seus sonhos e a reanimar nossas esperanças tão combalidas.
Que os padeiros da crise tenham histórias de dedicação e vitórias para contar para os filhos quando falarem desses tempos de miséria política, econômica, judiciária e moral, mas também de bravura pela sobrevivência.

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