Perseguições

Quatro defensores do jaburu-da-mala apresentaram esta semana o mesmo argumento, apenas com frases um pouco distintas. Foi na leitura do relatório sobre a denúncia contra o Quadrilhão, na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara.

O relator do processo, deputado tucano Bonifácio de Andrada, e os advogados Eduardo Carnelós (do jaburu), Daniel Gerber (de Padilha) e Antonio Pitombo (de Moreira Franco) disseram a mesma coisa: a denúncia de Janot contra o jaburu e os ministros que integram a quadrilha é parte de uma perseguição política, não só aos integrantes do Quadrilhão, mas a todos que exercem função pública em governos e Legislativos.

Ao denunciar o jaburu e sua turma, Janot estaria apenas dando continuidade a um plano de esvaziamento do poder dos políticos. É a criminalização da política. O jaburu seria um perseguido político. Carnelós já havia advertido que há uma tentativa de golpe.

Ninguém (nem entre repórteres) pergunta a eles se este mesmo argumento vale para Dilma e para Lula. O jornalismo brasileiro já não faz perguntas que possam constranger a direita.

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