SERGIO MORO E A VISITA DA TAURUS

Esta pode ser a suspeita mais grave desde o início do governo. Às vésperas do decreto de ‘flexibilização’ da posse de armas, o ministro Sergio Moro teria recebido representantes da Taurus em seu gabinete.
É gravíssimo. A Taurus, todo mundo sabe, é a grande fabricante de armas do Brasil e da América Latina. Não havia empresa mais interessada no conteúdo armamentista do decreto do que a Taurus.
O PSol mandou perguntar se havia registro da entrada do presidente, Salesio Nuhs, e de um diretor da Taurus no gabinete de Moro.
A resposta, que está agora na Folha online, é ridícula: o ministro nega o acesso a esse tipo de informação e não diz nem sim nem não, em nome do ‘direito à privacidade’.
A lei de acesso à informação e o dever da transparência obrigam ocupantes de cargos públicos a revelarem suas agendas, até porque não estamos em guerra (ou Moro acha que estamos, ou que os altos interesses bélicos da Taurus merecem tratamento de confidencialidade?).
Moro ainda pensa que está em Curitiba, sob a proteção de uma vara especial, da imprensa e da direita que o considera seu ídolo. Não está.
O nada a declarar é típico do período da ditadura. Mas a tentativa de drible de Moro no pedido de informação do Psol já vale como resposta. Está respondido.
(O interessante é que o Palácio do Planalto admite, em resposta a outra consulta do Psol, que Salesio Nuhs esteve na Casa Civil, antes da edição do decreto, e conversou com o chefe de gabinete de Onyx Lorenzoni, Marco Rassier. A Casa Civil não sonega informações sonegadas por Sergio Moro. A Taurus, quando as empresas ainda podiam fazer doações a políticos, foi uma das financiadoras da campanha de Onyx. É tudo misturado. Há mais armas nisso tudo do que as arminhas de dedinhos dos filhos de Bolsonaro.)

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