SITUAÇÃO DELICADA

Sergio Moro, o chefe de Dallagnol na Lava-Jato, a operação que vazava delações para a imprensa de acordo com seus interesses, reclama agora do ritmo dos vazamentos do Intercept.
Foi o que ele disse em entrevista ao Estadão (mais uma conversa de compadres do que entrevista mesmo):

“Eu fico numa situação delicada porque eu não posso reconhecer a autenticidade dessas mensagens. Em vez deles apresentarem tudo, para que a gente possa verificar a integridade desse material, eles estão com essa ideia de apresentar paulatinamente”.

Por que o Intercept não apresenta tudo de uma vez para Sergio Moro ficar calmo?

Em outro trecho, Moro acalma os fãs ao garantir que o telefone dele não sofreu invasão, mas cai em contradição quanto a usar ou não o sistema de mensagens Telegram:

“Tem duas dificuldades: essas invasões criminosas dos dispositivos do procuradores e a tentativa de invasão do meu… eles, até onde sei, não conseguiram pegar o conteúdo do meu Telegram. Poderiam ter pego, não tem problema nenhum quanto a isso. Mas não conseguiram porque não estou no Telegram. Veja, são fatos que aconteceram dois três anos atrás. Não tenho memória de tudo. Vejo algumas coisas que podem ter sido coisas que eu tenha dito. Agora podem ter inserções maliciosas. Então fica muito complicado”.

E não responde a pergunta sobre o significado da frase dele “in Fux we trust” (em Luiz Fux nós confiamos), logo depois de Dallagnol informar que Fux é aliado contra as investidas de Teori Zavascki contra os delitos da Lava-Jato.

A entrevista ajuda a derrubar Moro.

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