STROESSNER E CASTELO

Bolsonaro elogiou dois ditadores ao discursar ontem em Assunção. Primeiro, elogiou Castelo Branco:
“Eu queria relembrar aqueles que realmente foram os responsáveis por essa obra (Itaipu). Isso tudo, as primeiras tratativas, começaram ainda lá atrás, no governo do marechal Castelo Branco, eleito presidente à luz da Constituição vigente naquele momento”.
E depois elogiou o paraguaio Alfredo Stroeesner:
“Isso tudo não seria suficiente se não tivesse, do lado de cá [paraguaio], um homem de visão, um estadista (…). Aqui também a minha homenagem ao nosso general Alfredo Stroessner”.
E o que os jornalistas brasileiros fazem desde ontem? Batem em Bolsonaro porque elogiou um ditador, no caso Stroeessner. E de Castelo Branco não falam nada.
Os jornalistas tentam diferenciar um do outro, porque um foi cruel e pedófilo, e o outro (de quem eles nem falam) foi o primeiro ditador de uma ditadura já definida pela Folha como “branda”.
Ditador mesmo, para alguns jornalistas, é Nicolás Maduro.

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