SINGER E FRAGA

Li agora a última coluna de André Singer na Folha. O cientista político e ex-porta-voz de Lula deixa de escrever no jornal, e a Folha anuncia a contratação do economista Armínio Fraga. Que substituição.
Fraga foi presidente do Banco Central do governo de Fernando Henrique. Trabalhou para George Soros, com quem fez fortuna. É sócio da Gávea Investimentos, que administra as fortunas do próprio Fraga e de terceiros.
Fraga é, na essência, um homem que só pensa em mercado e em dinheiro. E sobre o que ele vai escrever na Folha? Pois o jornal informa:
“O economista abordará temas como desigualdade social e de renda no Brasil”.
É como se a Folha tivesse contratado Leonardo Boff para escrever sobre mercado financeiro e especulação.
Tive um acesso de riso (o primeiro deste mês) e derramei meia taça de vinho. Ainda bem que era um vinho meia boca.
A gente querendo que a Folha encontre o Queiroz e o jornal aparece com o Armínio Fraga.

Os limites de Raquel

O jornalista e cientista político André Singer, que foi porta-voz do governo Lula e hoje é professor da USP, levanta a grande questão depois da prisão dos amigos do jaburu-da-mala.
Em seu artigo dos sábados na Folha ele indaga se a procuradora Raquel Dodge terá fôlego para denunciar o jaburu (como o antecessor Rodrigo Janot fez duas vezes) e livrar-se totalmente da suspeita de que não enfrentaria o sujeito e seu Quadrilhão.
Aguardemos. Raquel fez o que poucos esperavam que ela fizesse, ao pedir a prisão dos grandes amigos de quadrilha. Agora, os que duvidavam estão assustados.
Tem gente da esquerda querendo o jaburu de imperador da estabilidade. Jaburu-da-mala primeiro e único.