Lição aos advogados

Vi aqui no Facebook o vídeo do encontro de juristas em homenagem a Haddad em São Paulo hoje pela manhã. Gente que não vota no PT, alguns antipetistas, outros tucanos, mas todos comprometidos com a democracia.

Gostei do que disse Antonio Cláudio Mariz de Oliveira:

“A barbárie está camuflada no antipetismo. Eu não sou petista, eu sou antibarbárie”.

E depois citou Sobral Pinto para cutucar o conforto dos isentões:
“A advocacia não é uma profissão de covardes”.

É uma lição que vale para todas as profissões exercidas com dignidade. E que não vale nada para os profissionais do fascismo e seus cúmplices avulsos, inclusive os do jornalismo.

Encontro de juristas com Haddad, em defesa da democracia e do estado de direito. #Haddad13

Posted by Fernando Haddad on Thursday, October 18, 2018

 

O fantástico mundo das coincidências

1 – Num dia, Gilmar Mendes leva uma goleada de 10 a 1 em votação no Supremo e no outro é sorteado para cuidar do pedido de libertação de Joesley Batista.
O homem tem sorte para o jogo mesmo. Dizem que Gilmar era o terror das quermesses no Mato Grosso. A J&F, controladora do grupo JBS de Joesley, deu R$ 2,1 milhões em patrocínios para o instituto de direito público de Gilmar Mendes.
Mas não há por que achar que o julgamento não será justo e imparcial. Casualidades acontecem.
2 – De repente, num lampejo, o advogado Antonio Claudio Mariz de Oliveira descobriu, não se sabe como (e só agora), que havia sido advogado do doleiro Lúcio Funaro antes de ser advogado do jaburu.
E assim acabou descobrindo que Funaro acusa o jaburu de ser chefe de quadrilha. E assim também, entre o jaburu e Funaro, decidiu não ficar com nenhum dos dois.
Como diria Sergio Chapelin no Globo Repórter, são estranhos e fantásticos os mundos das coincidências de Gilmar Mendes e do jaburu.