MAIS UMA CENA BOLSONARIANA

O menino, com roupa imitando a farda da PM paulista, ganha o colo de Bolsonaro e de repente puxa uma arma de brinquedo. Dizem que foram aplaudidos.
E o pai da criança? E a mãe? E as autoridades? E as instituições?
Notem que Bolsonaro está encoberto pelo homem de costas. E que há um fotógrafo bem diante da cena, e que outro tem um pau de selfie erguido.
Foi na cerimônia de formatura de sargentos da PM, no Sambódromo do Anhembi, Zona Norte da capital. João Doria não aparece na foto, mas estava ao lado de Bolsonaro.
É provável que o fotógrafo seja da assessoria de Doria, que certamente segurou e não deixou que divulgassem a foto de frente.
Mas a pergunta continua: as autoridades não vão fazer nada? As autoridades têm medo de Bolsonaro, dos filhos de Bolsonaro e dos milicianos amigos dos Bolsonaros?

O LIVRO DE JANOT

Repórteres do The Caverá Times apuraram que, no livro de Rodrigo Janot, a ser lançado em breve, a versão do episódio envolvendo Gilmar Mendes seria outra.
Janot entra no Supremo, dispara em direção a Mendes, erra e acerta na peruca de Luiz Fux. O ministro se atira para o lado e cai sobre um prato de mingau de Edson Fachin.
Gilmar Mendes consegue sacar e faz cinco disparos, mas Janot foge pela porta dos fundos, tendo a cobertura de Deltan Dallagnol, que dispara mensagens para Sergio Moro pelo celular.
Quando Janot e Dallagnol correm para a rua, ouve-se o grito de Gilmar Mendes:
– Cretinos, facínoras, fanáticos, quadrilheiros.
Janot tropeça e cai na calçada. Descobre-se então, porque a cabeleira branca se desgruda da cabeça, que também ele usa uma peruca.
– Ohhh – diz Carmen Lúcia, que tenta falar algo, mas não consegue.
Celso de Mello a socorre e procura traduzir seu desespero, mas também não vai adiante, porque o latim de Carmen Lúcia é confuso.
A partir daquele momento, em sessão convocada com urgência por Toffoli, o Supremo passa a discutir sobre quem sacou primeiro, se Janot tinha o domínio do fato, se Dallagnol era cúmplice ou apenas acompanhante e se Lula tinha algum envolvimento.
O caso seria da primeira turma, que passa para a segunda, mas depois é remetido ao plenário. Luis Roberto Barroso pede vistas e fica com o processo engavetado até hoje.
O livro de Janot vai contar como Rosa Weber conseguiu ficar de fora da confusão, porque em alguns momentos estava com Mendes e em outros com Janot, mas sempre com plena convicção.
O nome do livro de Janot é O dia em que quase matei Gilmar Mendes. O prefácio é de Sergio Moro, que apresenta o livro como uma biografia.

Quem mais?

Só Rodrigo Janot andava armado e pronto para matar um desafeto?
Quem mais da Lava-Jato circulava ou ainda circula com revólver na cintura?
Quantos mais, além de Gilmar Mendes, foram salvos pelo acovardamento do aprendiz de assassino?
Quem um dia irá contar todas as barbaridades dos que Mendes define como os fanáticos de Curitiba?

O PLANO DE JANOT PARA MATAR GILMAR MENDES

Em maio de 2017, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pegou uma arma e foi ao Supremo para matar Gilmar Mendes e depois se suicidar.
É o horror de tempos de lavajatismo contado em reportagens do Estadão e de Veja que antecipam detalhes do que será narrado em um livro de Janot.
É também uma amostra do que pode acontecer a qualquer momento, agora num ambiente ainda mais surtado pelo bolsonarismo.
Abaixo, os dois links, das reportagens do Estadão e da Veja:

https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,janot-ia-ser-assassinato-mesmo-ia-matar-ele-gilmar-e-depois-me-suicidar,70003026931?fbclid=IwAR35tzgVsZz45EaIYVJDB3BF2QVvOADFlLJzEOA-EOvSDZsuZVjykruWwII

https://veja.abril.com.br/politica/janot-gilmar-ia-dar-um-tiro-na-cara-dele/?fbclid=IwAR3RToB3jKTWUdaAKf-v6EdAn-hqB9eofGgx4KODwOpOJnXalKatAfApZl4

A PISTOLA E A QUERMESSE

A loucura armamentista que imbeciliza o país teve um retrato perfeito no Rio, com o roubo de uma pistola na feira internacional sobre defesa e segurança.
Uma feira de defesa e segurança, tomada de seguranças e armas por todos os lados, não consegue se defender do roupo de uma pistola amarrada por um cabo de aço numa vitrine.
E assim o mico da semana fica com a Feira LAAD Defence & Security (o nome é bonito).
Levaram a pistola na cara dos expositores que vendem armas como medida de segurança para qualquer um.
E o vice-presidente da República, Hamilton Mourão, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, o governador do Rio Wilson Witzel, e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, passaram por ali onde os especialistas em segurança foram roubados.
Enquanto isso, em Israel Bolsonaro dava tiros com um fuzil em bolas paradas num estande, como se divertisse numa quermesse.