DUAS PERGUNTAS

Quem dos Bolsonaros terá a grandeza, o desprendimento e a coragem de ir ao velório do miliciano assassinado, que prestou grandes serviços à família, ou o amigo morto não merece nem uma coroa de flores?

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A polícia vai caçar e matar todos os milicianos foragidos, onde estiverem, ou o assassinato de Adriano da Nóbrega foi apenas uma encomenda ou um caso especial?

Por que mataram?

Se Adriano não era perigoso nem interestadual, mas apenas um bandido carioca regional, como argumentaram os elaboradores da lista dos procurados de Sérgio Moro, por que estava sendo caçado de forma implacável na Bahia?
É o meu texto no Brasil 247.

https://www.brasil247.com/blog/cacaram-e-mataram-um-bandido-que-moro-nao-queria-procurar

A imprensa subjugada

O assassinato de Ágatha não é manchete de nenhum dos jornais da grande imprensa. Nenhum.
Nem dos jornais do Rio. Nem do Globo. Nem mesmo do Extra e do Dia, considerados populares e mais próximos dos moradores dos morros e das comunidades pobres.
A imprensa tem apenas brigas particulares com o fascismo, porque se desentendeu com Bolsonaro, com Crivella e com Witzel no meio do caminho.
Porque as empresas têm conflitos de interesse com as igrejas e com a estrutura política e econômica da extrema direita.
Mas os jornais são covardes. Nada é mais revelador do caráter do jornalismo do que a indiferença com o assassinato de uma criança de oito anos pela polícia que hoje vai matar mais negros e pobres.
O assassinato de Ágatha deveria marcar a grande reação contra a barbárie. mas tem uma abordagem burocrática e preguiçosa pelos jornais.
O assassinato de Ágatha só é manchete nos sites e nos blogs ditos alternativos.
O bolsonarismo acovardou e subjugou o jornalismo das grandes corporações.

O INCIDENTE DE MORO

O ex-juiz Sergio Moro disse que o assassinato de um trabalhador negro no Rio, executado com 80 tiros disparados por soldados do Exército, foi um incidente.
“Foi um incidente bastante trágico. Lamentavelmente, esses fatos podem acontecer”, disse Moro em entrevista a Pedro Bial. Não vi a entrevista, mas depois fui ver o vídeo. A frase está lá.
Incidente e lamentável são palavras que se prestam para qualquer situação. Um gol perdido pelo Grêmio é lamentável. Um acidente é um incidente. A perda de alguém é lamentável.
Um golpe, a eleição de um fascista. Tudo pode ficar na condição de incidente lamentável. Mas um golpe e o poder exercido por um fascista são bem mais do que isso.
Um crime como o que aconteceu no Rio também. Um crime não pode ser visto apenas como algo lamentável. Muito menos como incidente.
Um crime precisa ser definido como crime. Foi um assassinato. Dizer que foi lamentável é quase como não dizer nada.
O que aconteceu no Rio foi um crime, uma barbárie. E por que o ex-juiz não disse que foi um crime? Porque o ex-juiz não tem provas.
O ex-juiz deve querer provas de que o trabalhador foi executado pelos soldados que dispararam 80 tiros por engano. Porque o ex-juiz só trabalha com provas robustas.

Os assassinos de Marielle

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Se não esclarecerem em algumas horas a execução da vereadora Marielle Franco, os interventores do Rio estarão condenados à irrelevância.
No Brasil, só perseguem, massacram (como massacraram as professoras de São Paulo hoje), processam, cassam politicamente, caçam moralmente e matam militantes e líderes da esquerda, pobres e negros.
Marielle foi assassinada pelas ações e pelas omissões comandadas e/ou induzidas pela direita. A direita extremada da política, aliada explícita ou camuflada de milicianos dos morros, do Congresso e do Judiciário, massacra o Brasil.
Cuidemos das tantas outras Marielles de outros Estados e outras cidades.