A DIREITA FUGIU DE VILLA

O deputado Adão Villaverde é um orgulho do Alegrete. Saiu da Coxilha e veio guri para Porto Alegre, estudou, formou-se em engenharia, virou professor da PUC, passou a militar na política e elegeu-se deputado do PT por quatro vezes.
Hoje à tarde, fui à Assembleia Legislativa com outros amigos para o anúncio antecipado da despedida de um dos mais talentosos e combativos nomes do PT. No ano que vem, o alegretense volta a lecionar e a atuar como engenheiro e passa a cuidar do seu doutorado.
Villa discursou no Grande Expediente para lembrar sua trajetória e defender a democracia dos ataques do “ódio, da intolerância, da irracionalidade e da barbárie” e para lembrar que o maior líder do país é preso político.
Havia muita gente nas galerias, mas bem que poderia ter mais deputados no plenário. Nas bancadas dos partidos de “centro” e de direita, todas as cadeiras estavam vazias (foto). Todas. Foi uma indelicadeza com um colega de parlamento que anunciava a decisão de não mais concorrer.
Como está no título do discurso de Villa, vivemos “tempos de obsessões obscurantistas e embrutecimentos conservadores”.
Adelante, Villa.

Jardel e os outros

Jardel é a imagem de um Estado politicamente alquebrado, desmoralizado, dominado por farsantes, e não só na política.

Jardel é apenas a caricatura, o exagero de muitos outros assemelhados que a política inventa em nome do voto a qualquer custo. O Rio Grande das lendas e dos mitos acabou.

Me contaram (e eu acredito em quem me contou) que Jardel foi defendido por um certo jornalista gaúcho, logo depois de eleito, como alguém que chegou à Assembleia pelo voto consciente de torcedores do futebol.

Pela definição, qualquer ato, por mais absurdo que seja, terá sido consciente. Jardel é um logro com o aval de um certo jornalismo que se assemelha a sua figura.