O capanga

Um capanga de Sérgio Camargo Nascimento, o jornalista racista nomeado para a Fundação Palmares, ameaçou meio mundo de processo por dano moral.
O capanga dizia aqui na internet que Nascimento, descendente de escravos, não podia ser chamado de racista por defender o fim do movimento negro e dizer que a escravidão foi boa para os negros.
Imaginem ser processado por um racista. Pois a Justiça determinou que a nomeação dele seja suspensa. O juiz Emanuel José Matias Guerra, da 18ª Vara Federal do Ceará, acatou ação popular para que um racista não ocupe o cargo de uma fundação criada para defender o negro, a diversidade e as liberdades.
Mais adiante, um juiz bolsonarista irá derrubar a liminar, se é que já não derrubaram. O que importa é que um juiz já reconheceu que um racista não pode ocupar esse cargo.
Que Nascimento vá defender suas posições com os amigos do governo de Bolsonaro, e não dentro de uma fundação pública. Negros, pardos, brancos, amarelos, todos rejeitam sua presença na Palmares. Os que o aceitam, que criem uma fundação pra ele, ou o abriguem num aparelho do bolsonarismo.

A ESPERTEZA DE MORO

Do deputado Marcelo Freixo, ouvido pelo Blog do Sakamoto, na Folha, sobre o repentino interesse de Sergio Moro em federalizar o caso Marielle:
“Sergio Moro, enquanto ministro, nunca telefonou para nenhum familiar da Marielle. É o caso de homicídio mais debatido no Brasil, mas nunca falou nada sobre ele, a não ser questionado. E nunca se pronunciou sobre federalização.
“Quando a investigação se aproxima dos Bolsonaros, ele diz que tem que federalizar. O conjunto de fatos nos permite afirmar que ele não está preocupado com a família da Marielle, mas com a família do presidente”.
Depois dessa manobra oportunista de Moro para proteger a família de Bolsonaro, qual será a reação da Polícia do Rio, diante da tentativa de desqualificação do trabalho dos investigadores?
A missão da Polícia agora é provar independência e devolver a ofensa de Moro com mais trabalho.
A Polícia tem que largar o porteiro e Lessa no colo de quem tentou depreciar o que já foi feito.
O ex-juiz abandonou o Plano Estratégico de Defesa do Cigarro Nacional para atuar integralmente como advogado dos Bolsonaros.