O BRASIL QUE RESISTIU

Um pouco de memória com um bocado de saudosismo. Talvez o grande impasse hoje seja esse mesmo. Não temos mais equivalentes de Brizola, Ulysses, Betinho, Therezinha Zerbini, Teotônio, Dom Helder Câmara, Lamarca, Chico Mendes. Eles enfrentaram os militares, a repressão, a censura, a tortura, a morte. Nós não enfrentamos a quadrilha do jaburu-da-mala.

http://memorialdademocracia.com.br/timeline/21-anos-de-resistencia-e-luta#

Ah, os cínicos

Meu amigo David Coimbra escreveu na coluna de ontem na Zero Hora sobre cabelo grande, filósofos cínicos, Mujica e o meu livro, tudo junto incluído. Meu livro parece que entrou de gaiato.
Alguns conhecidos escreveram ou telefonaram pra dizer que ele esculhambou com todos, inclusive com Platão e o próprio cabelo.
Parece, pelas curvas do texto, que o David estranha minha simpatia pelo Mujica, quando diz que pode haver desilusão quando filósofos e jornalistas se deixam seduzir por políticos – e faz referência direta ao livro.
Eu sou jornalista. Filósofos são os amigos do David, alguns deles amigos também do homem do Jaburu.
Não me incomoda ser criticado pela simpatia que tenho pelo Mujica e outros políticos de esquerda, mesmo que eles estejam em baixa.
Imagina, David, que há jornalistas seduzidos pela força inspiradora de Aécio, Temer, Serra, Geddel, Padilha, Mendoncinha. Alguns já estiveram ao lado do Eduardo Cunha e depois o abandonaram.
Mas eu digo que simpatizo com o Mujica, e a Editora Diadorim até publica meu livro com o título de uma crônica que dediquei ao uruguaio. E os nossos colegas que não cometeriam o atrevimento de dizer quem admiram, mas escrevem livros contra o Lula?
Imagina, David, se eu tomo um porre e escrevo um livro contra o Aécio.
Escreve sobre isso, David. Sobre os que têm pesadelos com a própria lista de políticos que admiram (só não vem com Brizola, Marina, Luciana e outros habeas corpus preventivos).
Ah, os cínicos, mas não os filósofos da Wikipédia…