Alegrete não tem culpa

Me disseram que o deputado Carlos Marun, da tropa de choque de Eduardo Cunha e agora braço direito do jaburu (e que admite a compra de votos na Câmara pelo governo), tem suas origens em família de libaneses do Alegrete.
E que ele gosta de contar por aí, meio que pra se exibir, que suas raízes são de lá da Fronteira. Era só o que faltava Alegrete levar a culpa. A direita tem cada um.
(Raramente falamos de política na Confraria do Alegrete, que reúne meus amigos da adolescência, mas vou propor que tratemos do assunto, apenas pelo aspecto cultural, no próximo encontro. O nome do Alegrete não pode ser citado em vão.)

A COMPRA DESCARADA DE VOTOS

É a manchete da Folha neste momento: “Ministro diz que liberar verba por voto não é chantagem, é ação de governo”.
O ministro é Carlos Marun, da Secretaria de Governo, encarregado de aliciar apoiadores para o projeto de destruição da previdência social.
Foi isso o que ele disse: “O governo espera daqueles governadores que têm recursos a ser liberados (pela Caixa Econômica Federal) uma reciprocidade no que tange a questão da Previdência”.
Pronto, está escancarada, como nunca antes neste país, a compra de votos. Compraram votos para a reeleição de FH e compraram votos para derrubar Dilma e depois para anistiar o Quadrilhão no Congresso, mas nunca admitiram.
Agora, admitem publicamente, sem nenhum temor do povo, do Ministério Público e do Judiciário. O golpe é assumidamente criminoso e promíscuo.