Intervenção internacional na Amazônia já

Emmanuel Macron está certo. A Amazônia está exigindo uma governança internacional, com a participação de organismos com reputação inquestionável.
Esses organismos existem e abrigam defensores da natureza e da civilização que merecem respeito. Bolsonaro não defende a Amazônia e nunca defendeu interesses e patrimônios nacionais.
Essa conversa de que ele é o defensor do que é nosso só engana trouxas e a extrema direita. Se fosse, não teria entregue o petróleo e não estaria se preparando agora para entregar a Petrobras e todas as estatais.
O governo dos incendiários quer a Amazônia para mineradoras de amigos do bolsonarismo. A floresta previsa de uma gestão paralela, que elimine a possibilidade de controle da Amazônia por grupos econômicos e até por forças militares americanas.
Governança global para a Amazônia já, antes que eles destruam tudo, para depois poder vender o que sobrar.

O NAPOLEÃO DE BOLSONARO

Não é coisa do Carluxo, é ideia dos militares. Eles querem que alguém leve a sério essa história de que a França de Emmanuel Macron pode invadir o Brasil por causa da devastação da Amazônia.

A advertências partiu do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante das Forças Armadas e assessor especial de Bolsonaro:
“Com uma clareza dificilmente vista, estamos assistindo a mais um país europeu, dessa vez a França, por intermédio do seu presidente Macron, realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui, objetivamente, ameaças de emprego do poder militar”.

O bolsonarismo blefou meses atrás com a ameaça de invasão da Venezuela por tropas brasileiras, e agora nossos generais se sentem ameaçados pela França. Será mesmo? Claro que não.

Só um bolsonarista de 5ª série poderia acreditar nessa bobagem que dissemina medo entre as ignorâncias. Até porque, se a França cometer esse desatino, os Estados Unidos estarão prontos para nos defender.

Mas é possível rir disso tudo em meio ao fogaréu que consome a Amazônia. Em 1808, para fugir de Napoleão, Dom João VI veio se refugiar no Brasil.

Agora, Bolsonaro terá de enfrentar Emmanuel Macron, que tem o mesmo tamanho, as mesmas feições e até aquela franjinha do Napoleão.

É a história se repetindo, não como farsa, mas como comédia mesmo, como pastelão. Bolsonaro está diante do seu Napoleão, que ameaça tomar a floresta.

Bolsonaro poderá fugir e levar todo o ouro do seu reino, com Sergio Moro junto, para Rio das Pedras, o país das milícias. E lá reinar como soberano sob a proteção do Queiroz. Nem Napoleão enfrentaria o Queiroz.

O gerente

A ascensão do candidato Emmanuel Macron na França é mais um exemplo do avassalador sucesso dos gerentes. Se estivesse numa firma, Macron poderia seguir em frente, até a aposentadoria, como um gerente mediano.

Na política, um gerente ou alguém que se diz gestor está por ali, ninguém dá nada por ele e de repente o sujeito com cara de cunhado pode virar prefeito, governador ou até presidente da República.

Pelo que contam desse Macron, se quisesse ele poderia até virar imperador montado em um cavalo branco.

Eu, se fosse dirigente de partido, sairia a arregimentar gerentes para as próximas eleições. O século 21 é o século dos gerentes. Mas tem que ser de direita.