Contos de Porto Alegre

É daqui a pouco, às 19h30min, no pavilhão de autógrafos da Feira do Livro. Tenho a honra de estar ao lado dessas figuras que admiro, num livro-presente da Diadorim, por valentia da Denise Nunes e do Flávio Ilha.

(O link do evento no Facebook)
https://www.facebook.com/events/719555151881077/

O RUI DA PALMARINCA

Este moço com o crachá aperta a mão de leitores há 46 anos. Tinha 20 anos quando começou com a sua Palmarinca.
Se eu tivesse que falar de um livreiro hoje, como expressão de resistência, no mais amplo sentido do que significa resistir, eu falaria de muitos deles, mas agora falo do Rui Gonçalves.
No sábado, fui até a sua barraca na Feira para pegar o último livro de Aldyr Schlee, O Outro Lado – Noveleta Pueblera. Conversamos um pouco, eu me afastei, olhei de longe e decidi fazer uma foto.
Acho que fiz a foto de um livreiro. Aí está o Rui, o cara que sabe muito bem com o que lida nesses tempos de supermercados de livros.
Enquanto as grandes lojas de best-sellers vão quebrando e morrendo, a Palmarinca do Rui continua forte e afetiva, na Jerônimo Coelho, naquele entorno de muitas outras sobreviventes.
Que sobrevivam e se fortaleçam as livrarias que fazem os livros viverem mais, e não só as que apenas vivem dos livros.
(Quem quiser saber mais sobre a Palmarinca, o Rui e os tempos sombrios em que a livraria surge, para resistir e se manter até hoje, deve ler Palmarinca – 45 anos, Livros, sentimentos, capitalismo e resistência, do Cesar Beras.)

A GUERRA AOS LIVROS

Esta é a manchete de agora à tarde, que põe a correr até os leões da prefeitura: o gestor municipal vai cobrar R$ 180 mil de aluguel da Feira do Livro pelo uso da Praça da Alfândega.
Li agora no perfil do jornalista e meu amigo Flavio Ilha. É uma bomba sobre as cabeças não só de livreiros, editores, escritores. É devastador para o leitor, para quem tem a Feira como centro agregador de cultura, informação e convivência.
É isso que o gestor deve estar querendo, evitar convivências. A feira sempre foi vista por certa gente como uma reunião de perigosos subversivos.
(Na Europa, as prefeituras pagam para que as cidades preservem suas livrarias e feiras de livros e de arte.)

Feira

Cíntia Moscovich, Claudia Tajes, André Neves, Caio Riter e Luís Dill. Estes são os patronáveis da Feira do Livro.
Difícil escolher, é um timaço. Ainda bem que eu não voto. Apesar que hoje em dia votar às vezes não quer dizer nada. Quem votou na Dilma é governado pelo homem do Jaburu.
E quem esperava uma nova educação com o Renato Janine Ribeiro vai ter o ensino revolucionário do PFL do Mendoncinha Filho.
Uma hora a Câmara do Livro terá de fazer eleição direta. Se o voto não vale mais para a presidência da República, que valha para a patronagem da Feira.