O ABSINTO DO BOLSONARISMO

O FGTS é o absinto da classe média e dos pobres. Bolsonaro liberou o FGTS para embebedar o povo por alguns meses.
Embebeda-se quem quer e quem não quer se embebedar. Cada um com sua bebedeira para enfrentar a realidade.
Agora, tem economista assegurando que o preço da carne não cai porque, apesar do desemprego, o consumo interno aumentou. A culpa não é só da China.
Mas como aumentou em meio a essa penúria geral? Acredite. O povo que foi ao consumo com o FGTS está gastando parte do fundo sacado em carne.
É cruel, mas é fato. As pessoas estão consumindo em comida o que deveria ser uma poupança.
Mas Bolsonaro ainda tem apoio de 20% da população. Tem respaldo da parte que toma absinto de verdade e da outra parte que acha que um dia, quando o dólar cair, beberá absinto lá onde foi criado, no vale suíço de Val-de-Travers.

O FGTS e os agiotas

O governo conseguiu desviar todo o debate da reforma trabalhista para a clack de ‘analistas’ econômicos que aplaudem sem parar, em nome dos bancos, a liberação do FGTS.
Estão todos se divertindo com o FGTS que vai melhorar a vida dos cartões de crédito, dos bancos e das financeiras.
Há uma crueldade nesta comemoração pela liberação do FGTS, uma poupança compulsória (que o governo rouba todo mês, com o juro de 3% ao ano) que será agora repassada aos bancos.
Quando alguém imaginou que um governo chegaria ao ponto de induzir as pessoas a oferecerem as suas reservas do FGTS à voracidade da agiotagem?

 

Socorro aos bancos

Depois falam mal da Venezuela. A decisão do governo de permitir o saque de R$ 1 mil do FGTS é pura demagogia para resolver os problemas dos bancos. Nem o Maduro teria coragem de adotar medida tão artificial e populista.

É falso o argumento de que o dinheiro irá movimentar a economia. O objetivo final é garantir o pagamento de parcela de dívidas do povo assalariado, ou seja, a liberação foi feita a pedido de cartões de crédito, financeiras e bancos.

Os endividados terão como oferecer uma entrada para que os credores afrouxem a corda da forca.

Mas, ao mesmo tempo, o presidente do Banco Central diz que os bancos públicos não estão aí para oferecer crédito mais barato, como fez Dilma Rousseff.

Bancos públicos agora existem para funcionar como o Bradesco ou para serem preparados (com demissões em massa) para a privatização.