O NAPOLEÃO DE BOLSONARO

Não é coisa do Carluxo, é ideia dos militares. Eles querem que alguém leve a sério essa história de que a França de Emmanuel Macron pode invadir o Brasil por causa da devastação da Amazônia.

A advertências partiu do general Eduardo Villas Bôas, ex-comandante das Forças Armadas e assessor especial de Bolsonaro:
“Com uma clareza dificilmente vista, estamos assistindo a mais um país europeu, dessa vez a França, por intermédio do seu presidente Macron, realizar ataques diretos à soberania brasileira, que inclui, objetivamente, ameaças de emprego do poder militar”.

O bolsonarismo blefou meses atrás com a ameaça de invasão da Venezuela por tropas brasileiras, e agora nossos generais se sentem ameaçados pela França. Será mesmo? Claro que não.

Só um bolsonarista de 5ª série poderia acreditar nessa bobagem que dissemina medo entre as ignorâncias. Até porque, se a França cometer esse desatino, os Estados Unidos estarão prontos para nos defender.

Mas é possível rir disso tudo em meio ao fogaréu que consome a Amazônia. Em 1808, para fugir de Napoleão, Dom João VI veio se refugiar no Brasil.

Agora, Bolsonaro terá de enfrentar Emmanuel Macron, que tem o mesmo tamanho, as mesmas feições e até aquela franjinha do Napoleão.

É a história se repetindo, não como farsa, mas como comédia mesmo, como pastelão. Bolsonaro está diante do seu Napoleão, que ameaça tomar a floresta.

Bolsonaro poderá fugir e levar todo o ouro do seu reino, com Sergio Moro junto, para Rio das Pedras, o país das milícias. E lá reinar como soberano sob a proteção do Queiroz. Nem Napoleão enfrentaria o Queiroz.