O cerco a Maduro

A entrevista de Nicolás Maduro à Mônica Bergamo na Folha merece ser lida, não para que se caia na armadilha do debate se ele é ou não um ditador, mas para que se compreenda a situação de um país historicamente cercado pela direita mundial.
“Por que buscar erros de um país torturado, perseguido? Quem sabe nosso único erro é não fazer mais para superar os efeitos do bloqueio.
A Venezuela está torturada. Todas as nossas contas no exterior, para importarmos um grão de trigo, de milho — se eu quisesse trazer milho do Brasil, não poderia.
A Venezuela é submetida a uma perseguição financeira, comercial, que não se permite a ela trazer alimentos, remédios. Como você pode levar um país se o Fundo Monetário e o Banco Mundial são cúmplices disso? Mentem sobre a Venezuela”.
Ah, dirão, mas há miséria e fome na Venezuela. Ainda bem que aqui não há. E que Bolsonaro, defensor da democracia na Venezuela, seja, como disse Maduro, admirador de Pinochet.

SÓ CACHORRO GRANDE

A Lava-Jato tenta sobreviver do jeito que dá, mesmo que provocando guerras destruidoras dentro da Polícia Federal.
Os ataques a setores da polícia que não acompanham o trote de Curitiba estão em reportagem de José Marques, na Folha. Não há limite para que o cenário fique mais assustador.

Força-tarefa da Lava Jato denuncia policiais federais desafetos da operação
Acusados de vazar informações sigilosas, denunciados falam em perseguição após relato de escuta ilegal

José Marques
SÃO PAULO
A força-tarefa da Lava Jato em Curitiba denunciou policiais federais tidos como desafetos da operação, sob a acusação de que eles violaram sigilo funcional e vazaram informações confidenciais.
A denúncia, que está sob sigilo, foi apresentada no último dia 8 à Justiça Federal do Paraná e obtida pela Folha.
Os denunciados negam as irregularidades e afirmam que têm sido perseguidos pelos procuradores. Segundo eles, isso aconteceu após eles terem revelado que uma escuta ilegal gravou, indevidamente, mais de 260 horas (11 dias) na cela do doleiro Alberto Youssef, em 2014.
São alvos das acusações da força-tarefa o delegado Mario Renato Castanheira Fanton, o agente Dalmey Fernando Werlang e ainda Fernando Augusto Vicentine, ex-presidente do Sindicato dos Policiais Federais do Paraná.
Segundo os procuradores, eles revelaram dados sigilosos de um inquérito que apurava a conduta de outros agentes federais e de advogados, suspeitos de tentarem produzir um dossiê contra a Lava Jato.
O Ministério Público Federal diz que os denunciados repassaram essas informações a outro delegado e também à CPI da Petrobras no Congresso.
As polêmicas que envolvem a atual denúncia começaram nos primeiros anos da Lava Jato. Em 2015, foi instalado um inquérito a respeito de “veiculação na imprensa de material depreciativo a policiais federais responsáveis pela Operação Lava Jato” e “confecção de um dossiê com o objetivo de atribuir a prática de ilícitos penais a determinados membros da Polícia Federal”.
Essa investigação acabou arquivada em 2017, a pedido do próprio Ministério Público Federal, por falta de provas.
Fanton era o delegado responsável pelo inquérito e Dalmey, um dos agentes que trabalhavam nessa investigação.
Foi nesse período que Fanton descobriu, segundo documentos internos da Polícia Federal que a Folha teve acesso, que houve, de fato, a instalação de um grampo ilegal na cela de Youssef em 2014.
Quem confessou ter instalado esse grampo foi o próprio agente Dalmey —segundo ele, sob orientação do delegado Igor Romário de Paula, que hoje faz parte da cúpula da PF em Brasília.
Na época, já havia sido feita uma sindicância sobre o grampo, que havia concluído, erroneamente, que a escuta fora instalada em 2008, com autorização judicial, para investigar o traficante Fernandinho Beira-Mar. Com a nova descoberta, a investigação sobre o grampo foi reaberta.
Nos anos seguintes, Fanton virou alvo de diversas ações da Lava Jato —três processos disciplinares e quatro inquéritos policiais, todos arquivados. Em sua defesa, afirmou ser considerado “inimigo” pelos seus ex-chefes.
A denúncia deste mês é mais um episódio dessas trocas de acusações. Segundo o Ministério Público Federal, Fanton vazou em 2015, junto a Dalmey, informações do inquérito que conduziu.
Para basear as acusações, a Lava Jato quebrou o sigilo telemático dos investigados.
A força-tarefa diz que Fanton elaborou um documento chamado “despacho”, com informações que constavam no inquérito —uma cópia desse documento, segundo a Procuradoria, foi remetida a Fernando Vicentine, que presidia o sindicato dos policiais federais no Paraná.
Esse documento foi lido pelo deputado federal Aluisio Mendes (Pode-MA) na CPI da Petrobras.
Fanton, segundo a força-tarefa, ainda repassou informações ao delegado Alberto Iegas, que foi diretor de inteligência policial. Também teria relatado à CPI fatos sigilosos.
Procurada, a defesa de Fanton afirma que a denúncia é “uma tentativa de encobrir os crimes de falsa perícia praticados nos processos da Lava Jato”. Diz ainda que “sindicância falsa sobre a escuta na cela de Youssef” (que negava ter havido escuta) foi usada em processo da Lava Jato, o que poderia levar à anulação de atos da operação.
Também afirma que Iegas foi o delegado que intermediou a ida de Fanton à Corregedoria-geral da PF em Brasília. Ainda diz que o delegado não tem dever de sigilo na CPI da Petrobras “sobre crimes de falsa perícia e denunciação caluniosa que testemunhou à frente do inquérito 737/15, bem como tem o dever de falar a verdade numa sob pena de crime de falso testemunho”. A reportagem não localizou as defesas de Dalmey e Vicentine.
Também procurada, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba afirma que a denúncia “está amparada em provas de materialidade e autoria colhidas em inquérito policial conduzido pela Corregedoria-Geral da Polícia Federal”.
“As mesmas questões referentes à suposta escuta já foram levantadas e afastadas em diversas ações penais porque, embora investigadas, jamais foram provadas. O vazamento das informações sigilosas no curso da investigação policial é um dos fatores que pode ter contribuído para frustrar as apurações”, diz, em nota.

TUDO ACERTADO

A Lava-Jato poupou Paulo Guedes, o consultor que fazia pagamentos a um escritório de fachada. É a nova denúncia da Folha.
Guedes tinha ligação com laranjas que lavavam dinheiro no esquema de distribuição de propinas dos tucanos do Paraná.
Por que a Lava-Jato não denunciou Guedes?
A Folha diz o óbvio. Na época da denúncia do esquema, que chegou à Lava-Jato, Guedes já era o homem forte na pré-campanha de Bolsonaro.
E Sergio Moro já estava acertado com Bolsonaro. Todo mundo sabe que Guedes foi o negociador desse acerto.
Hoje, Guedes comanda o espetáculo da reforma da previdência, que terá seu grande momento com a fraude da capitalização e a farra dos bancos, Moro mantém seu silêncio obsequioso em relação aos milicianos, e Lula está encarcerado em Curitiba.

(Aqui está o link)

https://www1.folha.uol.com.br/poder/2019/08/lava-jato-ignorou-repasse-de-guedes-em-denuncia-contra-empresa-de-fachada.shtml

A IMPRENSA DAS MAQUININHAS E AS ESQUERDAS

Que jornalismo que nada. A Folha será daqui a pouco muito mais negociante de intermediação de operações com dinheiro do que produtora de informação.

A Folha é dona do PagSeguro, das maquininhas de cartão, o que mistura os negócios da família Frias com o jornalismo e outros interesses.

E agora a Globo vai entrar na briga, não pela informação, mas também por uma fatia desse mercado. Os Marinho se associaram à Stone, outro grupo de maquininhas, do multibilionário Warren Buffett.

A própria Globo está noticiando a parceria. O mercado da notícia e do entretenimento no Brasil passa a ser, para tradicionais corporações de mídia, o mercado de outras coisas.

Ampliou-se a crise da atividade e do produto que vendem. E estão morrendo (Otávio Frias Filho foi a perda mais recente) ou abandonando o negócio os representantes da última geração das famílias da grande imprensa conservadora dita liberal que acreditavam em jornalismo.

O que fica claro, nessa confusão de interesses, é que o jornalismo brasileiro pede outro formato, com outros protagonistas. Alguns já estão aí, marcando posição e construindo reputações, mas ainda é pouco.

A esquerda brasileira vê a direita dita liberal enfraquecer o próprio negócio da comunicação, fazendo a opção pela intermediação de operações financeiras, mas não há nenhum grande projeto de perfil progressista nessa área. O que há é fragmentação.

A esquerda, que ficou 13 anos no poder, perdeu a eleição achando que perdera a guerra do WhatsApp para o Carluxo. O que a esquerda perdeu foi a guerra da informação. A esquerda abandonou inclusive a classe média à própria sorte.

A abstinência de informação (uma informação de esquerda que havia sido farta e vigorosa durante a ditadura) ajudou na condução ao bolsonarismo e à multiplicação de ignorâncias.

Mas ainda há muita gente nas esquerdas achando que pode vencer a guerra com mensagens que se contraponham ao WhatsApp e ao Twitter do filho de Bolsonaro.

A esquerda brasileira também foi hipnotizada pelo bolsonarismo e arrastada para uma batalha de torpedos, ditados e palavras de ordem que nunca irá vencer. Porque a arma é apropriada à munição deles, e não às armas das esquerdas.

A guerra pela informação não é a guerra das mensagens proposta pela extrema direita. A guerra de mensagens pode ser parte de táticas, ajustadas às circunstâncias. A grande guerra estratégica é a da comunicação, e esta a esquerda abandonou há muito tempo.

(Por favor, peço mais uma vez que não apontem exceções. Não estou falando de exceções, nem de guerrilha de informação de blogs e sites, mas de comunicação pesada, como há na Argentina e no Uruguai, inclusive com TV de esquerda. Vamos tratar da realidade, não da exceção que apenas a explica e justifica.)

A CRONISTA SOCIAL TEMIDA PELO EX-JUIZ

A imprensa internacional vai fechar o cerco a Sergio Moro. A tática do ex-juiz de intimidar Glenn Greenwald, de depreciar jornalistas brasileiros e de atacar veículos como a Folha de S. Paulo tornarão sua vida mais complicada a partir de agora.

Moro cometeu ontem um erro sempre repetido pela direita e com exemplos também à esquerda. O chefe de Dallagnol desafiou a ira do jornalismo. A resposta não será corporativa, como fizeram os juízes amigos de Moro e os procuradores amigos de Dallagnol, mas virá da reação natural de quem se sente desafiado.

Moro tentou jogar para a plateia bolsonarista e, ao atacar o Intercept e a Folha, acabou por atacar toda a imprensa, e não só a dita alternativa e tampouco só o veículo que, segundo ele, faz denúncias a partir da sua colunista social. A jornalista Monica Bergamo, um dos grandes nomes da imprensa brasileira, seria a cronista social.

Vai pesar contra Moro outra denúncia grave, que já repercute em todo mundo: a de que ele está usando o Ministério da Justiça como aparelho para perseguir Greenwald.

O ex-juiz terá a partir de agora a imprensa mundial, e não só o Intercept e a Folha, mobilizados para provar que ele está errado e que agia em conluio com Dallagnol.

Os jornais tradicionais e o novo jornalismo online vão preparar a revanche com informações. Em algum momento, Moro terá de esclarecer, entre outras, a informação de que o jornalista que o denunciou com a divulgação das mensagens da Lava-Jato está sendo vigiado por agentes do governo, que bisbilhotam até suas movimentações financeiras.

Essa informação foi divulgada pelo site que mais bajula a Lava-Jato, O Antagonista, de Diogo Mainardi, que faz assessoria de imprensa para a direita desde antes do golpe de agosto de 2016. Por que Moro mobilizou a Polícia Federal e o Coaf para investigar as contas de Greenwald? Em algum momento, o ex-juiz terá de responder.

Sergio Moro não deveria ter apostado no ataque à imprensa como estratégia no depoimento de ontem, quando várias vezes foi advertido pelos deputados, entre os quais a gaúcha Fernanda Melchionna, para que olhasse os deputados na cara, que não olhasse para baixo, como Bolsonaro fez diante de Putin.

O ex-chefe do Dallagnol (será que é ex mesmo?) passa a correr o risco de ser derrubado por denúncias divulgadas por uma colunista social.

O DELATOR QUE DELATOU A LAVA-JATO

A situação dos procuradores da força-tarefa da Lava-Jato é, a partir de agora, mais dramática do que a de Sergio Moro. Os procuradores sabem que qualquer movimento em falso pode acionar o que eles mais temem: a comprovação de que as mensagens saíram de dentro do comando da masmorra de Curitiba.

Esse é o dilema dos procuradores, reforçado pelos vazamentos mais recentes de mensagens em que eles atacam as arbitrariedades de Moro e articulam a delação de Leo Pinheiro, para que Lula fosse incriminado. Eles sabem que o vazamento de suas conversas não foi obra de um hacker.

O hacker não existe. Os procuradores sabem (e sabem bem, porque estão ali todos os diálogos sobre a operação) que alguém de dentro do esquema vazou as conversas.

Eles podem dizer que não reconhecem a autenticidade dos diálogos. Podem insinuar que as mensagens foram manipuladas, que os vazamentos contêm inverdades.

Mas nunca, em momento algum, nenhum dos procuradores disse: eu nunca falei o que foi vazado pelo Intercetp e pela Folha. Nunca disseram de forma categórica.

Eles não podem dizer. Porque sabem que o anônimo que passou os arquivos ao Intercept é ou foi parte do esquema da tropa de choque da Lava-Jato montada a partir de 2014 pelo Ministério Público.

Foram mais de 30 procuradores, com apoio de técnicos e aspones das mais variadas áreas, todos mobilizados pelo esforço de conseguir delações. As investigações, se é que existem, são na verdade a sequência dos rastros deixados pelos delatores em confissões feitas depois de meses de prisão ‘preventiva’.

Os vazamentos são de conversas dos procuradores. Sergio Moro só aparece porque fala com eles.

Os procuradores sabem bem que dificilmente alguém iria hackear mais de quatro anos de conversas. O Telegram também sabe. O Intercept já disse que não existe hacker.

O Intercept não diz e talvez nunca vá dizer, mas é fácil concluir que os arquivos foram sendo guardados por alguém de dentro da baleia. Esse é o tormento dos vazados. É gente deles.

O Brasil ficou sabendo, por obra desse anônimo, que a operação era conduzida pelo juiz, e não pelo promotor, e que métodos no mínimo questionáveis foram usados para que, em nome da lei, da ordem, da moral e da família, delatores incriminassem Lula e o PT.

Pode aparecer a qualquer momento o hacker que entrou no celular de Sergio Moro. Até pode. A Polícia Federal poderá encontrar alguém ou alguns que seriam os acusados do hackeamento.

Mas isso não terá nenhuma relação com o vazamento das mensagens dos procuradores, mesmo que o governo tente criar essa confusão. E temos certeza de que policiais republicanos não deixarão que se crie essa confusão.

E a divulgação dos vazamentos vai continuar. E os procuradores vão continuar dizendo, a cada vazamento, que não reconhecem isso e aquilo. E vão apontar detalhes irrelevantes sobre incorreções na transcrição dos diálogos pelo Intercept, comuns em qualquer tarefa jornalística, por mais simples que seja.

O que eles não dirão nunca é que nunca disseram aquilo que agora ficamos sabendo.

Os procuradores terão de lidar com o mesmo dilema que criaram para os delatores forçados a incriminar Lula. A Lava-Jato gerou um delator, talvez o mais poderoso de todos eles.

A mais assustadora das criaturas é o delator criado pela própria Lava-Jato.

A BALA DE PRATA

Uma manhã para ser comemorada. O Intercept e os sites, blogs e todas as formas de jornalismo dito alternativo provocaram uma reação histórica do jornalismo brasileiro.
A Folha entrou para valer no escândalo Moro-Dallagnol. A reportagem de hoje, sobre as articulações de juiz e procurador, para que enfrentassem de forma organizada as reações de políticos e do Supremo já em 2016, pouco antes do golpe, é a pá de cal nos conluios da Lava-Jato.
Existia mesmo a bala de prata do Intercept. A bala de prata é mais do que a confirmação de que Dallagnol era subalterno de Moro. É a manchete da Folha anunciando: nós não vamos ficar de fora do grande momento do jornalismo.
Agora, não há como contestar. Moro era de fato o chefe de tudo. O procurador do powerpoint era apenas seu instrumentador, seu auxiliar, seu subalterno de luxo.
E Moro e Dallagnol estão agora, nesse momento, nos Estados Unidos, articulando alguma forma de reação.
Fica cada vez mais claro a intenção do projeto de Dallagnol de montar a megafundação com R$ 2,5 bilhões da Petrobras, com o apoio do juiz da Lava-Jato.
Lembrem-se de novo: Moro e Dallagnol estão hoje nos Estados Unidos.
No meio do furacão, Moro e Dallagnol viajaram para os Estados Unidos.
Será que estão atrás do hacker russo?

MORO NÃO PODE SER MELINDRADO

Folha e Globo decidiram esconder a notícia sobre a recomendação de Sergio Moro a Dallagnol para que a procuradora Laura Tessler, que ele considerava fraquinha, fosse treinada ou não participasse do interrogatório de Lula.
A escala dos procuradores foi alterada e ela não participou do depoimento de Lula em maio de 2017, como revelam novos diálogos divulgados ontem pelo Intercept.
Nenhum dos dois deu chamada de capa para o assunto, nem nos cantinhos. Sergio Moro parece ter ressuscitado. Os editoriais de Folha e Globo são cheios de melindres para falar de Moro.
A Folha não diz nada com nada, informando apenas que o futuro de Moro depende das próximas denúncias, e o Globo afirma que o caso assumiu caráter político e que a oposição “começa a ficar repetitiva”.
O Estadão, que chegou a bater no juiz dias atrás, nem trata do escândalo Moro-Dallagnol nos editoriais.
Parece que, por enquanto, o Intercept depende mesmo só de Reinaldo Azevedo na grande imprensa.

Cenário sombrio

A Folha começa a imaginar o pior para Bolsonaro:
“O cenário de fraqueza econômica, instabilidade política e aprofundamento das apurações contra Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) fez a palavra impeachment voltar a circular nos Poderes. Não com ares de conspiração. O tom é de resignação pela incapacidade do governo de dar vazão uma pauta efetiva”.
E tem mais esta:
“A quebra dos sigilos bancário e fiscal de 95 pessoas ou empresas na investigação sobre transações financeiras no antigo gabinete de Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) na Assembleia Legislativa do Rio pode ter desdobramentos em outras apurações no entorno do atual senador.
Os braços potenciais incluem as milícias, a direção do PSL no Estado (sob comando de Flávio Bolsonaro), além da primeira-dama Michelle Bolsonaro e da ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro”.

#CadêOQueiroz?

A Globo encontrou até a viúva de Pablo Escobar para uma entrevista no Fantástico, mas não encontra o Queiroz.
A Folha encontrou o manifestante atropelado por um tanque nas ruas de Caracas, mas não encontra o Queiroz.
O Estadão encontrou o último deputado liberal perdido entre bolsonaristas na Câmara, mas não encontra o Queiroz.
Os jornais são capazes de encontrar o último cágado das ilhas de Ubatuba. Mas não encontram o Queiroz.
Sergio Moro pode até dizer que não é com ele, porque ele não interfere em mais nada desde que saiu de Curitiba. Mas nós podemos perguntar: cadê o Queiroz, Sergio Moro?