A MENTIRA

Quem mentiu, Sergio Moro ou Bolsonaro? A hipótese mais razoável (e mais alarmante) é a de que Moro mentiu para Bolsonaro no caso dos laranjas do PSL.
Bolsonaro inventou um documento? Sergio Moro forjou um documento?
Este é o começo da matéria da Folha sobre as mentiras.
“Inexiste o documento que o próprio presidente Jair Bolsonaro disse, em junho passado, ter recebido do ministro Sergio Moro (Justiça) sobre o inquérito da Polícia Federal acerca dos laranjas do PSL, de acordo com a versão apresentada pela CGU (Controladoria-Geral da União), órgão do governo federal.
A CGU é comandada por um ex-oficial do Exército, Wagner Rosário.
A manifestação da CGU é resposta ao recurso feito pela Folha a partir de pedidos recusados duas vezes por Moro dentro da Lei de Acesso à Informação.
A CGU deu parecer sem pedir explicações adicionais à Presidência e ao Ministério da Justiça, sob o argumento de que as informações constantes no processo digital “foram suficientes para a formação da opinião técnica”.
O artigo 23 do decreto que regulamentou a Lei de Acesso diz que a CGU “poderá determinar que o órgão ou entidade preste esclarecimentos”. A Controladoria abriu mão dessa hipótese e escreveu que “não houve necessidade de interlocução” com a finalidade de obter esclarecimentos adicionais”.
E assim segue o baile. Sergio Moro enrolou Bolsonaro para fazer média com o chefe? Bolsonaro usou Sergio Moro?

POR QUE GLOBO E FOLHA ODEIAM BOLSONARO

Se não estivessem sob o ataque de Bolsonaro, que tomou a iniciativa da guerra, Globo e Folha teriam a mesma fúria contra a criatura que ajudaram a inventar com o golpe de agosto de 2016?
Foi Bolsonaro quem determinou que Globo e Folha eram inimigas e deveriam ser derrotadas, e não o contrário. No dia 1º de dezembro de 2017, Bolsonaro declarou, em vídeo caseiro, no primeiro ataque direto ao que definiu como “trabalho sujo da Globo”, quando ainda era pré-candidato:
“Vocês aí têm uma audiência de 40% (referindo-se à Globo). Mas pegam 80% da propaganda oficial do governo, que em grande parte sustenta a mídia. Se eu chegar lá, vou fazer justiça, vão perder metade disso, vão ganhar só 40%”.
Lula liderava as pesquisas e Bolsonaro vinha em segundo. A Folha só iria ser atacada diretamente no dia 29 de outubro do ano passado, quando Bolsonaro, já eleito, concedeu entrevista ao Jornal Nacional.
Ao comentar reportagens da Folha sobre seus assessores laranjas, Bolsonaro disse que “por si só, esse jornal se acabou”. E completou: “Não quero que [a Folha] acabe. Mas, no que depender de mim, imprensa que se comportar dessa maneira indigna não terá recursos do governo federal”.
A partir daí, a guerra não teve tréguas. Bolsonaro reduziu as verbas do governo para a Globo, tentou acabar com a obrigatoriedade de publicação de balanços de empresas em jornais (a MP caducou por boicote da base aliada) e determinou que o Planalto cancelasse as assinaturas online da Folha.
Nunca os jornalistas de Globo (TV, rádio e jornal) e Folha estiveram tão à vontade para bater num governo de direita como agora. Talvez nem nos governos petistas a artilharia das duas organizações tenha sido usada com tanta intensidade, todos os dias, na direção de Brasília. Até Merval bate na direita.
Não há, na Globo e na Folha, ninguém que defenda Bolsonaro. As concessões são feitas apenas a figuras, em especial Paulo Guedes e Sergio Moro. O caçador de Lula e fornecedor de grampos ilegais merece tratamento vip. A dívida da Globo com Moro é impagável.
Guedes é exaltado pela sua obstinação com as ‘reformas estruturais’, que interessam aos bancos e aos empresários. E agora ainda tem a festa para o pibinho do trimestre.
Os inimigos de Bolsonaro nos jornais e na TV calibram os ataques quando o foco é a economia e o desmonte do Estado, porque concordam com a liquidação do pré-sal e do que resta de patrimônio público, a precarização de serviços na saúde e na educação (para que sejam assumidas pela área privada) e a depreciação da imagem do servidor público.
Não há uma crítica, uma só, de Folha e Globo, ao Ministério da Agricultura e à liberação criminosa de venenos para a lavoura. Porque a Globo tem um compromisso com o agronegócio, e o agro é pop.
Para quase todo o resto, Globo e Folha mandaram um recado: salvem-se os que puderem se salvar. As mais fulgurantes estrelas do reacionarismo na imprensa brasileira são agora críticos implacáveis de um governo de direita.
As redações de Globo e Folha se divertem com a possibilidade de atacar Damares, Araújo, Weintraub, os subalternos dos órgãos culturais, o filho que pretendia ser embaixador, o negro que se revela racista, o sujeito que acusa os Beatles de disseminarem o comunismo e a adoração ao diabo, os terraplanistas olavistas e o Salles omisso com grileiros e incendiários da Amazônia. A Globo defende a floresta, porque também nessa área há munição para atacar Bolsonaro e fazer o marketing do ambientalismo.
Mas Globo e Folha atacariam os Bolsonaros, sairiam atrás da história do Queiroz e debochariam do fundamentalismo religioso do governo, se Bolsonaro não tivesse declarado guerra?
Como seriam as relações das organizações que Bolsonaro quer exterminar, se o armistício tivesse sido assinado logo depois da posse, e Globo e Folha mantivessem, apenas por protocolo, uma postura crítica branda diante dos desatinos de Bolsonaro?
A Folha continuaria dizendo, como assegurou em outubro, em meio à campanha, que Bolsonaro não era um candidato da extrema direita? Hoje, para a Folha em guerra, é um autoritário “fantasiado de imperador”.
A briga é boa, porque pode reposicionar a Folha golpista e prolongar mais um pouco a sobrevida do jornal impresso. E pode salvar a Globo, se Bolsonaro cair e só se Bolsonaro cair.
Mas Globo e Folha teriam a mesma fúria se Bolsonaro não tivesse declarado guerra aos seus interesses? Os donos, os jornalistas, os leitores, os ouvintes, os telespectadores sabem que não. Bolsonaro também sabe.

FOLHA BRIGA COM UM SUBALTERNO DO PLANALTO

A Folha agora participa de bate-boca com o chefe de imprensa de Bolsonaro, Fábio Wajngarten, que até então ninguém sabia quem era. O nível da briga é de Série C, com muitos adjetivos adornando frases sobre – como diz Wajngarten – “os sólidos pilares da democracia”.
O homem acusa a Folha de ser autoritária e de se unir aos derrotados na eleição, porque só enxerga coisa ruim. A Folha responde que é um jornal sério, que “ilumina problemas” (pobres problemas) e também vê coisas muito boas no bolsonarismo.
E assim a guerra segue. A Folha decidiu brigar com o ajudante do soldado raso, numa guerra que poderia ter dezenas de generais. O governo tem 2.500 oficiais, segundo a própria Folha.
Teremos batalhas meio brancaleônicas, por causa da publicação do editorial da semana passada em que o jornal acusa Bolsonaro de estar fantasiado de imperador.
Daqui a pouco a Folha estará brigando com o jardineiro do Palácio da Alvorada sobre a ameaça da volta do AI-5, o que talvez, por oferecer outra visão do conflito, contribua para elevar o nível do duelo.
Só no Brasil um jornal que se diz o mais importante do país bate boca com um ajudante do ajudante de Bolsonaro e ainda transforma a briga com o subalterno em manchete da sua edição online.
A Folha teve uma queda de qualidade e de postura desde a morte de Otávio Frias Filho. Otavinho só brigava com gente graúda e sempre com aquela fleuma de quem parecia dirigir o New York Times.

É A GUERRA? MAS DE QUEM CONTRA QUEM?

A Folha escancara, na edição de domingo, que a guerra é contra Bolsonaro e Paulo Guedes.
O bolsonarismo desmontou a tese bonitinha da própria Folha e dos cientistas do pós-golpe de que o governo se dividia entre técnicos, malucos e milicianos.
Essas caixinhas não existem. Todos estão misturados. A única diferença entre Damares e Guedes é que Guedes não vê Jesus.
O jornalismo da imprensa do golpe descobriu que só sobrevive se enfrentar Bolsonaro. Não é uma questão da democracia, é uma urgência do mercado, dos interesses deles.
Mas a Folha deixa claro na edição de guerra de hoje que coloca bolsonarismo e lulismo no mesmo saco.
Vem aí o tal projeto de centro, com Fernando Henrique de patrono, que ainda está perdido entre Doria e Huck.
E Sergio Moro? Este disputa mercado com a extrema direita armamentista e a turma das milícias. Moro é da mesma faixa de Bolsonaro e Witzel.
A guerra de Bolsonaro com a imprensa enlouqueceu a direita. Tem gente sem saber em que trincheira se acomoda, incluindo os militares.
E o povo? O povo pode estar aguardando o desfecho dessa guerra, como se nada fosse com ele.

FOLHA ACEITA A GUERRA DE BOLSONARO

A Folha fez hoje o que não é comum. Largou um editorial fora de hora, no início da noite, na sua versão online, para bater forte em Bolsonaro.

O editorial é ruim. O padrão dos textos caiu muito nos jornalões, o que faz com que brigas com chance de serem históricas, envolvendo a imprensa e poderosos ex-aliados, pareçam hoje conflitos de estudantes.

O texto é precário como reflexão e colegial na forma. É quase uma composição de 5ª série, o que pelo menos tem coerência com o nível do debate.

A Folha foi cúmplice do golpe que derrubou Dilma Rousseff, por imaginar – antes das manobras no Congresso – que alguém da turma dos tucanos ou um parceiro deles, mesmo do PFL, poderia se beneficiar de uma eventual eleição indireta ou da eleição direta de 2018.

Fez uma aposta golpista e ajudou, ao lado da Globo, a criar Bolsonaro. A Folha foi patrocinadora das ideias que, por desvios de rota, levaram ao poder o sujeito agora denunciado por autoritarismo.

O editorial serve para formalizar uma posição. A Folha está dizendo que aceita a declaração de guerra de Bolsonaro. Os Frias vão tentar se livrar da criatura, mais uma vez com a ajuda da Globo.

Não é a defesa da democracia que está em jogo, mas a tentativa de proteger interesses contrariados, de um lado e de outro.

Pode ser a batalha final antes da extinção da grande imprensa com o formato que tem até hoje. É também a primeira vez que os jornalões se desentendem com um grupo acumpliciado com milicianos. Saiam de perto.

SOZINHA

Apenas a Folha online e os sites e blogs estão dando de manchete, desde ontem à noite, a ameaça de Paulo Guedes sobre a volta do AI-5.
Os outros jornais da grande imprensa não combinaram direito com o ameaçador ou não levam a ameaça a sério.
Enquanto isso, como mostra Laerte na Folha, Bolsonaro vai às compras para criar seu novo partido.

Um recado a Bolsonaro

Artigo do ministro Ricardo Lewandowski, publicado hoje na Folha, com um recado muito claro a Bolsonaro e sua turma.

EM DEFESA DO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO

RICARDO LEWANDOWSKI

Atentos à nossa turbulenta história institucional, caracterizada por recorrentes conspiratas que, com inquietante regularidade e sob os mais insólitos pretextos, têm imposto prolongados períodos de exceção ao país, os deputados constituintes de 1988 buscaram dar um fim a essa insidiosa patologia política.
Com tal propósito, assentaram, logo no artigo 1º da Constituição, que a República Federativa do Brasil consubstancia um Estado democrático de Direito, fundado, dentre outros, nos seguintes valores: soberania, cidadania, dignidade da pessoa humana e pluralismo político.
E, para não deixar quaisquer dúvidas aos mais afoitos ou menos avisados, reafirmaram o dogma republicano segundo o qual todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, mediante referendos, plebiscitos e iniciativas legislativas populares.
Para proteger o ente estatal que idealizaram e prevenir eventuais retrocessos, os constituintes conceberam diversas salvaguardas, com destaque para aquela que tipifica como crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados, civis ou militares, contra o Estado democrático de Direito e a ordem constitucional.
Estabeleceram, ainda, que a tortura — flagelo inerente a todos os regimes autoritários — constitui infração penal insuscetível de graça ou anistia, respondendo por ela os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-la, se omitirem.
Tais ilícitos, sancionados com rigorosas penas, mesmo em sua forma tentada, estão definidos na legislação ordinária, inclusive na draconiana Lei de Segurança Nacional de 1983 —a qual, apesar de promulgada sob a égide da Constituição decaída, foi recepcionada pela vigente Carta Magna, naquilo que com ela não conflite.
Isso significa que os autores — diretos ou mediatos — desses seríssimos crimes, embora passados anos ou décadas, uma vez restaurada a normalidade institucional, podem ser levados às barras dos tribunais, de nada valendo alegar ignorância ou o cumprimento de ordens superiores. Essas escusas já não são mais aceitas depois dos julgamentos de Nuremberg, na Alemanha, ocorridos em meados do século passado, que resultaram na condenação de vários criminosos de guerra, e após a difusão da teoria alemã do “domínio do fato”, cujo emprego permitiu a responsabilização de diversos autocratas contemporâneos por cortes locais e internacionais.
Nem se imagine que a intervenção federal, o emprego das Forças Armadas em operações para garantia da lei e da ordem ou a decretação do estado de defesa e de sítio — estes concebidos para enfrentar graves comoções internas, calamidades públicas de grandes proporções e agressões armadas externas, dentre outras crises — podem prestar-se a sufocar franquias democráticas.
É que tais medidas extremas não só estão estritamente balizadas no texto constitucional como também se encontram submetidas ao controle parlamentar e judiciário quanto à legalidade, razoabilidade, proporcionalidade, demarcação espacial e limitação temporal.
Além disso, o chefe do Executivo, responsável por sua decretação, sujeita-se a processo de impeachment caso venha a atentar contra o exercício dos direitos políticos, individuais ou sociais, extrapolando os rigorosos parâmetros que norteiam a atuação presidencial naquelas situações.
Não obstante todas essas cautelas dos constituintes, recomenda a prudência — considerada a conturbada experiência brasileira — que se tenha sempre presente a sábia advertência de Thomas Jefferson (1743-1826), para quem “o preço da liberdade é a eterna vigilância”.

Ricardo Lewandowski é ministro do Supremo Tribunal Federal e professor titular de teoria do Estado da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo

O CORRUPTOR QUE DALLAGNOL NÃO QUIS PEGAR

O ex-presidente da Braskem José Carlos Grubisich foi preso na semana passada em Nova York. Deltan Dallagnol comemorou.
Por que comemorou, se o próprio Dallagnol deixou de investigar e denunciar Grubisich e permitiu que ele ficasse solto?
É o que a Folha denuncia hoje. Dallagnol e sua turma sabiam tudo sobre o homem, desde 2016, por informações de delatores que o apontaram por envolvimento nos esquemas de propinas.
Por que não pegaram o cara, nem advertiram outros colegas para que fossem atrás do corruptor? Porque atrapalharia o esquema de caçadas seletivas da Lava-Jato.
Dallagnol e Sergio Moro não pegavam todos. Pegavam os que poderiam ajudar na caçada a Lula.
Grubisich só foi preso porque se sentia impune e tentou entrar nos Estados Unidos, onde estava numa lista de procurados.
No Brasil de Dallagnol ele estava liberado. O procurador aplaudiu sua prisão como disfarce.
A repórter Bruna Narcizo aponta, na reportagem da Folha, que o aplauso expõe ainda mais, pela contradição, a omissão de Dallagnol.

LAVA-JATO CONFESSA QUE MORO MENTIU

A Lava-Jato finalmente admitiu que vazava de forma seletiva as gravações com os grampos que fez de Lula. O argumento é a admissão de um delito.
A turma de Deltan Dallagnol informa, em nota enviada hoje à Folha, que “o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso (referindo-se às operações de Curitiba de caçada a Lula) variou de acordo com a gravidade dos crimes revelados pelos diálogos interceptados pela Polícia Federal”.
Claro que para eles o que importava era grampear e divulgar os grampos que envolviam Lula. Os outros grampos não eram enviados para a Globo e os amigos dos jornais.
“Quanto maior a gravidade dos fatos, menor o grau de sigilo”, afirmou a força-tarefa a respeito de reportagem de hoje da Folha sobre o fato de que a Lava-Jato só vazava os grampos de Lula.
“A decisão no caso envolvendo o ex-presidente Lula seguiu esse mesmo princípio, sendo devidamente fundamentada”, afirma a nota.
A força-tarefa de Dallagnol acaba desmentindo o próprio Sergio Moro, chefe de fato de Dallagnol.
A Folha relembra que, ao tornar públicas dezenas de conversas telefônicas de Lula, Moro disse que em 2016 seguira o padrão estabelecido em outros casos da Lava-Jato, ou seja, argumenta que divulgava grampos aleatoriamente.
Levantamento do próprio MP, obtido pelo Intercept e divulgado hoje pela Folha, mostra que apenas as escutas de Lula eram divulgadas.
E agora a nota do Ministério Público informa oficialmente, ao admitir o vazamento seletivo, que Moro mentiu. O padrão era outro, era o de grampear muitos, mas divulgar apenas os grampos de Lula. Moro e Dallagnol eram seletivos para tentar incriminar Lula.

A FOLHA USA O CANZIAN PARA NOS CANSAR

Sou assinante da Folha também para ler bobagens de colunistas que o jornal paga para dizer que não só bate em Bolsonaro, que às vezes até elogia.

Há exatamente uma semana, o colunista Fernando Canzian, um dos escalados para produzir os contrapontos (ou ele faz tudo voluntariamente, o que parece pior), disse que Lula saiu da masmorra de Curitiba e cometeu um erro.

Ao atacar a situação da economia, disse ele, Lula mordeu a isca de Bolsonaro e Guedes, porque, vejam só, a economia finalmente havia entrado em recuperação.

E aí o moço fazia uma relação de notícias ruins do tempo de Dilma e uma lista de notícias boas geradas por Bolsonaro e Guedes.

Um texto bem exagerado, de torcedor bolsonarista, sobre investimentos, emprego e outras invenções.

Pois as notícias de hoje produzem as manchetes sobre uma economia morta. O juro é o mais baixo, a inflação é baixíssima, porque a economia morreu.

O fracasso dos leilões do pré-sal, a alta do dólar (R$ 4,20, recorde histórico), a fuga de investidores estrangeiros da bolsa e a maior remessa de dólares para o Exterior em um ano desde 1999) em meio ao desemprego crônico e ao desalento generalizado.

Mas segundo o tal jornalista, Lula deveria ter pensado antes de cair na armadilha de atacar Bolsonaro e Guedes, bem na hora em que a economia demonstra fibra e vigor.

Pois eu pago para ler esse cara cheio de números e otimismos bolsonaristas. A Folha não precisa dessas figuras para dizer que às vezes noticia as boas coisas do governo.

Que noticie apenas que o Queiroz continua sumido e que os Bolsonaros não sabem onde ele anda, ou informe sobre as férias do Carluxo na praia da Galheta em Floripa.

A Folha não precisa endossar a realidade paralela de Guedes e Bolsonaro para parecer isenta.