Sem medo

Os generais que ficaram duas décadas no poder temiam o povo, os professores, os estudantes, o jornalismo de resistência, os sindicatos, a OAB e as instituições, porque a possibilidade de revolta e de retomada da democracia era real e estava sempre presente.
Os que tomaram o poder agora não temem mais nada. Se Bolsonaro anunciar amanhã que cada família terá de vender um filho para os europeus, para que o Brasil ajude Trump a pagar o muro da fronteira com o México, os filhos serão vendidos.
E não acontecerá nada. Nada. Mesmo que, depois da venda dos filhos, as famílias sejam avisadas de que Bolsonaro se equivocou.