Grampos e vazamentos

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Esse áudio vazado (vazado?) em que o Argel diz que vai tocar o trator por cima do Grêmio é a banalização do  vazamento que não é vazamento.

Michel, o interino, vazou um discurso antes de assumir e vazou uma carta ridícula em que se queixava de Dilma.

Claro que o ‘grampo’ do Michel e o grampo do Argel foram combinados.

Hoje se ‘vaza’ todo tipo de áudio, inclusive esse com essa bobagem mal-enjambrada para o Gre-Nal, e só não vazam áudios e vídeos envolvendo tucanos.

O grande mistério da política brasileira é este. Onde vão parar os áudios e vídeos que envolvem tucanos?

Não os que têm o Aécio como personagem, porque Aécio é delatado quase todos os dias.

Mas e os outros? Quando começaremos a ter grampos e vazamentos envolvendo gente do PSDB nos casos do metrô, da merenda, de Furnas etc?

É uma mercadoria que vêm nos sonegando.

 

Abstinência

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Mais um dia sem grampos e sem vazamentos. O jornalismo brasileiro, dependente da Polícia Federal, do Ministério Público e do juiz Sergio Moro, enfrenta um fim de semana de abstinência braba.

Ah, dirão, mas saiu mais um grampo com o Sarney neste sábado. Com Sarney não vale. Grampo com o Sarney é como novo livro com o diário do FH. Vem sempre com as mesmas coisas. Ninguém aguenta mais os diários de FH (e faltam cinco tomos).

Queremos novos vazamentos, com novos personagens, de preferência com aves de bico grande. O jornalismo dito investigativo, incapaz de sobreviver sem a ajuda dos vazadores, aguarda o próximo osso.