O filme

Quem poderia fazer um filme, mas um filme mesmo, sobre as grandes farsas da Lava-Jato, como contraponto ao filme-propaganda sobre a tal lei para todos?
Um filme em que alguns mocinhos e xerifes fossem desmascarados no final, mesmo que todos soubessem desde o começo que não eram mocinhos e xerifes de verdade. Eu queria ver o Jorge Furtado fazendo esse filme.

Blogueiros são ex-jornalistas?

Me contaram há alguns dias que uma colunista gaúcha classificou jornalistas blogueiros como ex-jornalistas. É um ataque depreciativo que nem a direita assumida comete.

Sei que não é verdade, porque continuamos na lida longe das redações. Pois fico sabendo agora, pela voz de Jorge Furtado, que não somos ex-jornalistas. Minha modéstia me manda compartilhar esse trecho de reportagem do Sul21, porque não é todo dia que se aparece ao lado de Jânio de Freitas numa citação de Jorge Furtado:

“O futuro do jornalismo depende dos jornalistas. Porque tem jornalistas bons em qualquer lugar, eles podem escrever até sozinhos. Eu vou seguir o Jânio de Freitas onde ele for. Se ele sair da Folha amanhã e abrir um blog, vou ler o blog dele. Eu continuo lendo o Moisés Mendes no blog dele. Ele saiu da Zero Hora, mas leio no blog dele. É uma diferença: a credibilidade não é mais só do veículo, mas da pessoa”.

Concordo com o Furtado que os blogueiros continuam ajudando a reinventar o jornalismo, no momento em que a grande imprensa enfrenta uma crise generalizada de desconfiança.

(Este é o link da matéria).

‘Sobrevivência só é possível com a verdade’: debate colocou no divã as crises do jornalismo

Tudo vermelho

O texto abaixo é da página do Jorge Furtado no Face book:

Uma das criminosas que invadiram o Congresso ontem pedindo intervenção militar (espero que estejam e fiquem presos) aponta para uma bandeira do Japão, num painel que comemora a imigração japonesa, e fala da ameaça comunista no Brasil. Eliminando a ignorância e o ridículo, sobra ainda uma dúvida: essa turma de sequelados pela mídia, pelas redes sociais e, talvez, por medicação inadequada, acredita mesmo que o que há no Brasil, hoje, é uma escalada do comunismo? Ainda é possível salvar o país destes desequilibrados?

x

Life of Johnson, de James Boswell, pág. 615, Oxford University Press, 1998.

Dia 7 de abril de 1775, sexta-feira. O patriotismo se tornou um dos nossos assuntos e Johnson de repente proferiu, num tom determinado e forte, uma frase lapidar, que poderá surpreender a muitos: “O patriotismo é o último refúgio de um canalha”. É preciso levar em consideração que ele não se referia ao amor real e generoso pelo nosso país, mas ao patriotismo fingido o qual tantos, em todas as épocas e países, fizeram de manto a encobrir seus interesses pessoais.

Friday, 7 April 1775. Patriotism having become one of our topicks, Johnson suddenly uttered, in a strong determined tone, an apophthegm, at which many will start: “Patriotism is the last refuge of a scoundrel”. But let it be considered that he did not mean a real and generous love of our country, but that pretended patriotism which so many, in all ages and countries, have made a cloak of self-interest.*

Jorge e Bianca

jorgefurtado

Vou dormir tarde hoje, mas vou dormir bem. Já escolhi o merlot que vou beber vendo a entrevista do Jorge Furtado no Ofício em Cena, da Globo News.
Vale pelo entrevistado e vale sempre pela entrevistadora. Bianca Ramoneda conduz a conversa com sabedoria e delicadeza, sem nunca tentar ser mais importante do que o entrevistado.
É às 23h30min e sempre parece tarde. Mas pra quem já viu jogo da nossa seleção com o Gil na zaga e depois da meia-noite…